sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cantigas de Amigo

A fechar a semana, esta poesia inicial:


Sedia la fremosa seu sirgo torcendo,
sa voz manselinha fremoso dizendo
       cantigas d'amigo.


Sedia la fremosa seu sirgo lavrando,
sa voz manselinha fremoso cantando
       cantigas d'amigo.


- Par Deus de Cruz, dona, sei eu que avedes
amor mui coitado que tan ben dizedes
        cantigas d'amigo.


- Par Deus de Cruz, dona, sei (eu) que andades
d'amor mui coitada que tan ben cantades       
       cantigas d'amigo.

- Avuitor comestes, qué adevinhades.


Estêvão Coelho


 in Alexandre Pinheiro Torres, Antologia da Poesia Trovadoresca Galego-Portuguesa, Porto, Lello & Irmão Editores, 1987 (o verso 5 tem a palavra "dizendo",  no original, em vez de cantando; por se considerar que houve uma gralha, registou-se o termo que respeitava a rima).

2 comentários:

  1. Poemas tão bonitos (este e os dois abaixo), palavras tão acertadas, tão bem costuradas, uma música especial a ligá-las. E Chagall de que tanto gosto, sempre tão acima da linha de terra, que boa companhia que lhes faz.

    Que prazer.

    Muitos parabéns pela cuidada escolha.

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