sexta-feira, 27 de maio de 2011

De como as palavras libertam

Para R., que o encontrou tão desalentado:

"A língua é um instrumento polifónico e criativo, um corpo vivo, não dicionarizado e de museu. Está sempre a nascer, cheia de surpresas e de rebentos seivosos. Experimentam-se vogais e consoantes como quem experimenta uma gaitinha de beiços, como quem trinca um limão ácido."

Laura Castro (coord.), Luisa Dacosta: Entre Sílabas de Luz [Pequena Fotobiografia], Porto, Edições Asa, 2002.

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