Não há cartas em papel, escritas a caneta, à mão, dentro de envelope, com selo e colocadas no marco de correio e isso, a mim, também me traz alguma nostalgia.
Mas há mails e há esta imensa parede em que milhões de pessoas escrevem para quem as quiser ler.
E, apesar de ser uma imensa parede visível por todo o mundo, pode até haver mensagens subliminares, apenas perceptíveis por uma determinada pessoa e, aí, a intimidade pode até ganhar um certo gostinho especial.
Concordo consigo no que respeita ao aparecimento de novos meios de comunicação e às suas imensas possibilidades, mesmo de partilha íntima. Todavia, esta abertura não apaga o sentimento de perda. Sempre gostei muito de escrever e ler cartas. Criavam um diálogo arrastado no tempo e feito de palavras escritas e de silêncio, o seu reverso ou a sua profundidade. Depois, tinham uma corporalidade única, que os novos meios não têm; esta presença corpórea não vinha somente da materialidade do papel e da tinta, mas principalmente da letra, única, reveladora do tremor, das hesitações ou da urgência da escrita... Nostalgia, sim. Mas sem dor.
Tem e não tem razão, Leitora Subtil.
ResponderEliminarNão há cartas em papel, escritas a caneta, à mão, dentro de envelope, com selo e colocadas no marco de correio e isso, a mim, também me traz alguma nostalgia.
Mas há mails e há esta imensa parede em que milhões de pessoas escrevem para quem as quiser ler.
E, apesar de ser uma imensa parede visível por todo o mundo, pode até haver mensagens subliminares, apenas perceptíveis por uma determinada pessoa e, aí, a intimidade pode até ganhar um certo gostinho especial.
Concordo consigo no que respeita ao aparecimento de novos meios de comunicação e às suas imensas possibilidades, mesmo de partilha íntima.
ResponderEliminarTodavia, esta abertura não apaga o sentimento de perda. Sempre gostei muito de escrever e ler cartas. Criavam um diálogo arrastado no tempo e feito de palavras escritas e de silêncio, o seu reverso ou a sua profundidade. Depois, tinham uma corporalidade única, que os novos meios não têm; esta presença corpórea não vinha somente da materialidade do papel e da tinta, mas principalmente da letra, única, reveladora do tremor, das hesitações ou da urgência da escrita...
Nostalgia, sim. Mas sem dor.