(* Este verbo, encontrou-o algures num livro. Os dicionários consultados não o incluem. Não se reencontra a fonte, mas fica pela sua expressividade e sonoridade.)
Nova, nova, nova, nova!
Não era a minha alma que eu queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma alma nova.
Decidida, capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, tortu-
rada, de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter...
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova,
nova, nova!
Irene Lisboa, Poesia I: Um dia e outro dia... e Outono havias de vir, Lisboa, Editorial Presença, 1991.
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