sábado, 3 de setembro de 2011

A Escola Pública

Esta leitora acredita na escola pública como um factor de integração e coesão social, de democracia. Reconhece-lhe um papel semelhante ao que MGLlansol atribui ao romance, uma vez que também aí a diferença se pode olhar nos olhos e descobrir-se igual no coração do humano.


No entanto, há que dizer que foi através do romance, assim como, e em paralelo, do voto universal, da instrução obrigatória e generalizada, e dos sistemas de Previdência,
que se fez a integração social da sociedade moderna,
baseada no primado da liberdade de consciência.
O romance trouxe uma visibilidade imaginária, mas verosímil, do "privado" de classes e castas que praticamente se degladiavam, na base de preconceitos mútuos. O romance pô-las em contacto entre si, e veículou o sonho da fraternidade universal dos homens,
porque todos os homens são iguais perante a existência enigmática.

Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig 1: O encontro inesperado do diverso, Lisboa, Rolim, 1994.



Termina esta entrada com um registo mais popular, em defesa da liberdade e da escola:

 
"É certo que, na escola, ser marrão não será a característica que maior popularidade confere, mas afianço-vos que dará muito jeito mais tarde. Não há riqueza maior do que saber pensar de forma livre e crítica. É para isso que a escola serve. Por isso, aproveitem-na bem. Marrona dixit!"

Ana Bacalhau, "Ó Marrão, Marrão, que vida é a tua?", Revista Única: Expresso, 3/09/2011.

1 comentário:

  1. dois universos no mesmo sentido, o sentido crítico não nasce espontaneamente, cultiva-se! gostei.

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