sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desacordo

Acabada de chegar de uma sessão de esclarecimento sobre o novo acordo ortográfico.
O locutor, mui sabedor das regras de falar em público: a graçola inicial, warming, a referência ao lugar, o sumário do percurso, o suspense, o envolvimento do auditório, e as regras interactivas, com seu powerpoint, a conclusão, com nova graçola, a nuancezita semi-brejeira a fechar! Que lindo! O acordo ortográfico é lindo, as novas regras são muito mais simples, as excepções não têm explicação, o melhor é decorá-las. Para colmatar tanta lindeza só falta a facultatividade e a consagração pelo uso, que, em caso de dúvida, se resolve com o vocabulário publicado no dito site oficial, e o que faltar logo se verá.

Alguém saberá da necessidade do novo acordo ortográfico? E, já agora, dos seus custos? Haja paciência!

2 comentários:

  1. Cara Matéria dos Livros,não podia estar mais de acordo! Qual o sentido e necessidade de abrasileirarmos agora a nossa escrita? Um atentado, digo eu..à paciência! Dou por mim a ler muita da imprensa escrita perguntando-me se foi algum brasileiro feito português que escreveu tudo aquilo.. Não gosto e não adiro.Meu rico p da excepção...

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  2. Cara contadora de histórias, seja muito bem-vinda!

    Pois é, o pior é que a força da lei obriga-nos a escrever segundo as novas regras, pelo menos em contexto profissional. Mesmo que a ausência do p seja uma violência, como em excepção, em concepção...

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