sábado, 1 de outubro de 2011

Enigma

Andam às voltas com o insondável, o enigmático, o esquivo EU.

Para ajudar, aqui fica o poema de Mário de Sá-Carneiro, curto mas incisivo:


                       7

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio;
      Pilar de ponte de tédio
     Que vai de mim para o Outro.


Mário de Sá-Carneiro, Poesias, Lisboa, Ática, 1989.

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