quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escrever no ecrã

Primeiras leituras de:

Philippe Lejeune, «Cher Écran...»: Journal personnel, ordinateur, Internet, Paris, Seuil, 2000.

Até agora, parece interessante e com matéria para reflexão, mas já datado. Realmente, é inegável que os meios informáticos  e a Web, em particular, se desenvolvem a uma velocidade vertiginosa e que os estudos de ontem se apresentam já com atraso. Neste estudo, a  manutenção de um diário online parece ser uma coisa ainda rara, nomeadamente em França. Que distância!

Todavia, registem-se algumas questões levantadas a propósito da escrita no ecrã:

- Traço;
- Distância;
- Correcção;
- Confidencialidade;
- Releitura;
- Virtualidade;
- Comunicação.

Na primeira parte do livro, Lejeune analisa as ligações entre o caderno (escrito à mão, em papel) e o ficheiro digital; só na segunda parte reflecte sobre a escrita online, considerando que, em muitos casos, esta escrita "intimista" evoluiu do caderno e da caneta ou lápis para o ecrã, primeiro guardado em ficheiros, depois publicado, o que não impede que, por vezes, ocorra em vários suportes e registos...

Qual terá sido o percurso dos leitores deste espaço? Primeiro o caderno, depois o ficheiro secreto, e só recentemente o blogue?...

2 comentários:

  1. O meu caso: sempre vontade de escrever mas sem tempo. No trabalho, a escrita apenas de mails, relatórios, power-points. Fora disso, nada. Mas sempre vontade. Às vezes a vontade de escrever um livro e várias vezes começado, quando os filhos se deitavam e a casa sossegava. Mas sem continuidade, nada. Mas sempre escrita no computador desde que apareceram. Nunca à mão. Há cerca de 1 ano a descoberta por curiosidade dos blogues. O gosto, o vício. A descoberta sempre. O gosto pela partilha. O gosto pelos outros.

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