sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Contemplatio mortis

... um dos dias da semana recebe a felicidade, que vem de mansinho, senta-se e fica ali, muito quietinha, a embalar as horas do dizer e do calar. Trouxe uma prendinha. Vamos, então, desembrulhá-la e saboreá-la - um exercício:

Caravaggio, Medusa

"Escrever o quê? Pensar o quê?" (Vergílio Ferreira, Escrever)

Qualquer diarista, por menos reflexivo que seja, já se defrontou com estas interrogações. A introspecção é tanto mais inquietante quanto a matéria da escrita e do pensamento se revela ser o próprio "eu", desde logo pela dificuldade em dizer, ou "explicar", o que seja esse "eu". A linguagem oferece casas: eu, me, mim, comigo, pronomes que instituem a  pessoa como sujeito e objecto, em simultâneo.
A fragmentação, todavia, não se fica por aqui, também o tempo e o corpo, ou a sua percepção, desdobram esse incerto "eu". De facto, olhando-se no espelho das palavras, quem vê vê-se a ver-se e a ver-se outro, perdido nas curvas do tempo, descontínuo, retalhado! Confuso? Inquietante? Freud chamou-lhe "estranheza inquietante", especialmente despoletada pela contemplação do desmembramento do corpo, sistematizou o narcisismo; Jean Clair refere o mal do espelho, que oferece à Bela não o prazer da contemplação, mas o terror da visão da velhice e da morte, em suma, da petrificante Medusa.
Assim, da escrita do diário facilmente se ausenta a contemplatio voluptatis para se instalar a contemplatio mortis - Narciso transformado em Medusa!


Edward Burne-Jones, The Baleful Head


(Mas que as representações desta monstruosidade são belas, sedutoras, irresistíveis, é inegável! Atracção masoquista?)

Não termina esta entrada sem um conforto - estas palavras de Marcello Duarte Mathias:

"[O diário] Substituto ao mesmo tempo do divã do psicanalista e do confessionário, é o lugar do conflito e da reconciliação, da imobilidade e do desafio." (MDM, A Memória dos Outros: Ensaios e Crónicas, Lisboa, Gótica, 2001, p. 211.)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Interpretar os poetas

Os Poetas chegam aos seus leitores de múltipas maneiras; de facto não só de papel e olhar se faz a leitura, também a música e a voz são veículos felizes da palavra poética, que cativam tanto leitores habituais como outros mais arredios. Wordsong: Pessoa é um projecto que, reunindo várias artes (imagem, palavra e música), nos dá uma interpretação original e interessante de Fernando Pessoa:




Poema: Álvaro de Campos, "Opiário" [Excerto com pequenas transformações do original do heterónimo de Pessoa]

Música: Nuno Grácio, Pedro d'Orey [Wordsong: Pessoa]

Este projecto apresenta-se sob a foma de um livro acompanhado de um DADV (DVD e CD) e sobre ele escreve Richard Zenith, no Prefácio:

"Os Wordsong, evitando o meramente decorativo ou ilustrativo, criaram um universo musical - e também visual, com os vídeos originalíssimos de Rita Sá - a partir do universo escrito de Pessoa."

Wordsong: Pessoa, Lisboa, 101 Noites e Transformadores, 2006 (vídeo e ilustração de Rita Sá; prefácio e posfácio de Richard Zenith).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ler com muito gosto

Ler os poetas, amar as palavras: António Nobre, Camilo Pessanha, Ruy Belo, Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade...

Interessante depoimento de Paula Morão sobre a leitura, e em especial sobre a leitura em voz alta, no PNL TV (Plano Nacional de Leitura):

http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/pnltv/index.php?idVideo=52

domingo, 18 de setembro de 2011

da condição humana

A propósito de uma dita polémica à volta de As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, recorda-se aqui o filme (Fassbinder, 1972) e uma exposição (Filipa César, 2010, no Museu Berardo) em que se reproduziam imagens do texto traduzido e dos cortes da censura. Filme polémico e de reservada recepção, para alguns, filme inquietante sobre a condição humana, a perda, o (des)amor, a solidão e a incomunicabilidade, a condição humana no feminino. Eis algumas imagens da exposição BES Photo 2010, na qual a artista Filipa César participou com um trabalho muitíssimo interessante ("Castro Marim, um lugar de degredo"), que ficou em primeiro lugar, - a condição humana, da Alemanha a Portugal:



Filipa César, Castro Marim, um lugar de degredo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Esplendor da língua VII

Ainda ao espelho, outro momento...


"[...] E olhou-se longamente, o corpo lunar, ligado ainda a uma flexibilidade de junco – haste solitária na água do espelho. Apelando a quê? Aos desejos que aquele beijo tinha acendido e ela quisera que tivesse pertencido a outro, ao desconhecido, que se espera e fantasia, para libertá-la daqueles sopros de incesto? Ficaria a sua imagem presa no espelho? Quem a encontraria para lá do tempo? Quem para adivinhar o peso dos seus cabelos negros, presos nos ganchos de tartaruga? Aquela trança a cingir-lhe o rosto, como um diadema negro? O voo, inquieto, das sobrancelhas, desenhadas a pincel? Aquele luar de seda e camélia do seu corpo, quem viria sabê-lo?
[...]
Para além da janela, a noite eram braçadas de luz, de imensas constelações sem nome que não podia abarcar, embora desejasse incorporá-las a si. Fechou as portadas de madeira, tentando ensurdecer o perfume da laranjeira e, exausta, deitou-se sobre a cama. Desejava uns lábios que a percorressem, lhe bebessem a boca e o sexo, lhe fossem manto de ternura, sobre a pele. Desejava umas mãos que lhe desenhassem a linha do corpo, lhe corressem os flancos, quebrados, e a cingissem, fortes. Desejava um rosto que se lhe afogasse entre as magnólias dos seios, que a procurasse e lhe fizesse nascer pássaros no sangue e apagasse aquela violação do marido, que não a conhecera, lhe não soubera o corpo, que se cevara, brutal, no próprio desejo, saciando-se rapidamente e afastando-se dela, depois de lhe ter acendido anseios que agora não controlava. Sentia dentro de si uma pulsão, sequiosa, de água, a abrir-lhe a anémona do sexo em pétalas carnudas e vorazes, um desejo de potro jovem, incontentado, um sangue selvagem de astros que ceifavam a noite, a fogo...
O seu corpo nu era uma haste latejante, que se oferecia, caída na solidão de caminhos, que não viriam a ser cruzados.
Coração de romã, o desejo crepitava no silêncio e na ausência.

 [...] O silêncio parecia acumular-se como uma poeira sobre tudo, em camadas. Sentia-se afogada naquela quietude, como num mar, e os cabelos, que a trança cingia, era como se estivessem soltos e flutuassem na ausência de sons, algas numa corrente marinha. A sensação era tão opressiva como se fosse realmente a afogar-se, perder-se em águas insondadas, respirando pela última vez, sabendo-se a descer, impossivelmente, a uma profundidade irremediável que a ia submergir. Sentia que se afogava na própria solidão, ao mesmo tempo que um desejo, que espiava essa solidão, crescia dentro dela, tomando-a, desde a raiz do sexo à vibratilidade dos nervos."


Luísa Dacosta, O Planeta desconhecido e romance da que fui antes de mim, Lisboa, Quimera, 2000, pp. 48-50 e 56.

Que beleza!
Mergulhar e ser feliz.

domingo, 11 de setembro de 2011

O Esplendor da língua VI

Constantin Brancusi, A Musa Adormecida (1910)


Hoje, ver e ver-se:

"Mulher diante do Espelho

[...] A vida retirava-se dela... Até o seu corpo a tinha abandonado, como um rio cujas nascentes se tivessem exaurido. Concha morta, onde a sua alma se debatia, agitadamente, como uma borboleta ou uma ave prisioneira, cega e exausta. O seu corpo! Tão de seda ainda... e já uma arquitectura de água, a esgarçar-se no vento. As faces não já de maçã de pardo lindo. Os lábios desmaiados, não fita de escarlate. Os mamilos dos seios sem a rijeza da cereja bical, frutos passados a emurchecer. O ventre outrora lago de águas lisas, pragueado, como se a pedrada do umbigo o enrugasse em ondinhas, sobrantes. O sexo não já ameixa, madura e sumarenta, o ninho negro e crespo a acinzar-se, a rarefazer-se. Só as pernas conservavam o desenho, firme, de colunas, mas nas junturas, e também nas dos braços, a pele fazia pequenas bolsas, como borracha de balão de menino, muito soprado. As mãos, ainda entre pétala e asa, manchadas já de flor de cemitério. Um corpo não apenas morto para o desejo, mas sem impulsos de vida e de exuberância que, antigamente, a faziam correr, escalar os cimos, para ganhar horizontes e amplidão, meter-se no rio ou no mar, como se a placenta da água a revigorasse, sacudindo-se como um cachorro feliz. Já não corria, andava apenas, ainda não arrastadamente, mas talvez em breve... Não dançava sozinha, não trauteava, súbito, uma melodia, o corpo cumpria somente funções vegatativas. Era, agora, apenas uma cabeça, uma cabeça-fruto, como a da musa adormecida de Brancusi, caída, sem corpo (finalmente sem corpo) fora do tempo. [...]

[...] Essa era a realidade que tinha diante dos olhos. Sem anestesia. E a do seu próprio rosto no espelho. Na esmaecida flacidez mate, só reconhecia o voo negro, como que desenhado a pincel, das sobrancelhas. Que difícil durar para além da beleza! Onde estava o rosto de sibila délfica que Miguel Ângelo tinha, premonitoriamente, fixado? Perdido. E para sempre, "porque toda a carne é como erva e toda a sua glória como flor d'erva, erva que seca e flor que cai".

 [Excertos do Prefácio]

Luísa Dacosta, O Planeta desconhecido e romance da que fui antes de mim, Lisboa, Quimera, 2000. 

sábado, 10 de setembro de 2011

A Estátua de Leitura

Ana ensinando a ler a Myriam ou A Estátua de Leitura

(Imagem retirada do blogue Espaço Llansol)
  
"Ali, arde a substância onde Ana está ensinando a ler a Myriam, Ana sentada numa cadeira, com o livro aberto no colo, Myriam de pé, a olhar um dos primeiros textos, "que é um cavalo que vai saltar". Está sendo beijada na boca pelas letras, e inclina a cabeça para trás, pois a seta da clemência atravessou-lhe o vestido. "Quem for clemente, lê". Se a linguagem, segundo diz Ana, for aprendida pela visão, ela, no fim, tirará da estante ardente a chave da leitura, e metê-la-á no bolso de Myriam."

Maria Gabriela Llansol, um beijo dado mais tarde, Lisboa, Rolim,1990.


Foi este o primeiro livro lido. Levou-o consigo para Casa  e, desde então, a sua estante guarda um lugar para os livros, ardentes, de Maria Gabriela Llansol.

Amar os livros

Hoje lê-se um ensaio luminoso e esclarecedor de Paula Morão: "A leitura - Cidadãos e peso, obrigação e prazer". Um excerto:

"[...]
Na mesma direcção se situa o primeiro fragmento d' "O livro", a abrir A Invenção do dia claro, que Almada Negreiros publicou m 1921; sigamo-lo:

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.
Deve certamente haver outras formas de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.
No entanto, as pessoas que entravam na livraria estavam todas muito bem vestidas de quem precisa salvar-se.

Anote-se o carácter salvífico do livro e da leitura, espécie de condenação feliz, tarefa jubilosa de uma vida inteira. A livraria - e a biblioteca (acrescentamos nós) - configura-se como um limbo a caminho do paraíso: a multidão de livros salva ou condena, mas seja como for ocupa toda a duração de uma vida, como uma actividade constante. Para além da ironia deste fragmento, podemos vislumbrar aqui uma concepção de leitor, como aquele cujo percurso vital é marginado por livros da mais variada índole e de variegadas funções, desde a companhia à aprendizagem de um qualquer saber, desde a descoberta do Outro à confirmação do mundo que já se conhece e à abertura a mundos imaginários, ou a mundos outros, utópicos, com os quais os escritores e os artistas constroem alternativas ao real, sonhando-o diferente e melhor. Por isso são tão atraentes os livros de ficção que falam de mundos muito diversos daquele que nos é familiar - pense-se por exemplo no encanto das epopeias, dos heróis carismáticos com que sonhamos por neles nos reconhecermos; ou pense-se nos romances de aventuras passadas em cenários que temos de inventar e modelar diante dos nossos olhos universos que ultrapassam o que nos é familiar. Eis aqui, precisamente, uma das principais funções do livro e em especial da literatura (mas também do livro científico), a de estimular a imaginação, criando cada leitor, em suplemento ao que lê, figuras e cenários. Daí que muitas vezes seja decepcionante ver, em adaptações para cinema ou outras formas artísticas, as nossas personagens incarnadas por actores muito diferentes do que tínhamos imaginado - é este o Rei Artur?, é este o rosto de Heathcliff, de Orlando, de Camões, de D'Artagnan, de Guinevere, de Natacha Rostova, de Tadzio? É esta a figura de Carlos da Maia, é este o inspector Elias com seu lagarto Lizardo, é este Aquiles, é este Ulisses? É este o vulto de Pessoa, é esta a sua voz?
Cada um multiplicará os exemplos em função da sua enciclopédia e da sua memória pessoal. O que quero sugerir é que personagens e cenários como os que aqui evoco são parte do que o leitor-pessoa que eu sou se foi fazendo, ao longo dos anos que cada sujeito leva de amador de livros, neles criando mundo e se constituindo como ser pensante e como cidadão do mundo. Falo de um leitor que incorpora e faz seu um conjunto de personagens que vive como suas, que decorrem naturalmente da sua vida, a moldam e lhe dão sentido, surgindo nas suas frases como entes familiares. Falo de um leitor espesso, de um leitor com uma memória tecida de seres de papel e "das emoções linguísticas" (como lhes chama Gastão Cruz), falo, em suma, daquele leitor que nem tem consciência de carregar consigo e dentro de si uma tradição, uma linhagem que lhe definem o retrato bem desenhado. [...]"

[Nesta citação, omitiram-se as notas presentes no texto]

Paula Morão, "A Leitura - Cidadãos e pessoas, obrigação e prazer" in O Secreto e o Real: Ensaios sobre Literatura Portuguesa, Lisboa, Campo da Comunicação, 2011.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Versos antigos - para meditar


22 – Salmo – O Bom Pastor
 
 1 O Senhor é meu pastor,
nada me falta.
2 Em verdes prados me faz descansar,
e conduz-me às águas refrescantes.
6 A graça e a bondade hão-de acompanhar-me
todos dias da minha vida.
A minha morada será a casa do
Senhor
ao longo dos dias.



Bíblia Sagrada, Lisboa, Difusora Bíblica, 1981.


Vergonha


- Uma coisa te quero dizer,
mas a vergonha mo impede...
 
 
 - Se em ti habitasse o desejo
por coisas nobres e belas,
e a tua língua se não embrulhasse no mal,
já a vergonha não cobriria teus olhos
e límpido falarias sobre os teus sentimentos.






Safo, Líricas em Fragmentos, Lisboa, Vega, 1991 (Tradução e apresentação de Pedro Alvim; Desenhos de Luís Alves da Costa). 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ecos e citações

A propósito dos vasos comunicantes da voz humana, literária ou não, evocam-se aqui estas palavras de Teolinda Gersão:

"Na pág. 78 a definição de arquitectura e a frase «as cidades como fruta podre...» são de Le Corbusier, a pág. 131 inclui um passo das Memórias de Raul Brandão.
O resto do texto também não é meu. De diversos modos foi dito, gritado, sonhado, vivido por muitas pessoas, e por isso o devolvo, apenas um pouco mais organizado debaixo desta capa de papel, a quem o reconheça como coisa sua.
T. G."

[Pórtico (?) do romance]

Teolinda Gersão, Paisagem com mulher e mar ao fundo, Lisboa, O Jornal, 1985. [Belíssimo título!]



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Taquicardia

Afinal era uma questão de taquicardia!
O coração em palpitações, o pensamento à desfilada, a libido... essa nem se diz! Em todos os sentidos, uma espiral louca, o centro nas raízes do sexo, vibrando em cada célula, ressoando nos mais recônditos lugares do ser, do mundo, derramando-se toda em frustração ardente!
Eis a verdade! Gargalhadas! Riam-se paredes, mirem-me galinhas! Existem provas – os vómitos no ginásio, as tonturas depois da bicicleta, as pulsações a cento e tantos. As doenças que o corpo guarda! As desculpas da carne.
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Taquicardia, nome não interdito.

domingo, 4 de setembro de 2011

A persistência de certos amigos

A amiga Cunha

A propósito de uma entrevista lida entretanto, lembrou-se a leitora de uma adivinha de antanho:

- Qual é a coisa, qual é ela,
que cai no chão e fica amarela?... e tem um pêlo?
- Sei... Um pêlo?... Não sei.  O que é, o que é?
- É o ovo; o pêlo está lá só para disfarçar!

sábado, 3 de setembro de 2011

A Escola Pública

Esta leitora acredita na escola pública como um factor de integração e coesão social, de democracia. Reconhece-lhe um papel semelhante ao que MGLlansol atribui ao romance, uma vez que também aí a diferença se pode olhar nos olhos e descobrir-se igual no coração do humano.


No entanto, há que dizer que foi através do romance, assim como, e em paralelo, do voto universal, da instrução obrigatória e generalizada, e dos sistemas de Previdência,
que se fez a integração social da sociedade moderna,
baseada no primado da liberdade de consciência.
O romance trouxe uma visibilidade imaginária, mas verosímil, do "privado" de classes e castas que praticamente se degladiavam, na base de preconceitos mútuos. O romance pô-las em contacto entre si, e veículou o sonho da fraternidade universal dos homens,
porque todos os homens são iguais perante a existência enigmática.

Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig 1: O encontro inesperado do diverso, Lisboa, Rolim, 1994.



Termina esta entrada com um registo mais popular, em defesa da liberdade e da escola:

 
"É certo que, na escola, ser marrão não será a característica que maior popularidade confere, mas afianço-vos que dará muito jeito mais tarde. Não há riqueza maior do que saber pensar de forma livre e crítica. É para isso que a escola serve. Por isso, aproveitem-na bem. Marrona dixit!"

Ana Bacalhau, "Ó Marrão, Marrão, que vida é a tua?", Revista Única: Expresso, 3/09/2011.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os bens da terra



“______ ao nosso alcance, sobre esta terra, eu creio que há cinco bens,
os bens da terra,            que são o conhecimento, a abundância, a generosidade, o prazer do amante e a alegria de viver.”

MGLlansol, Lisboaleipzig 1: o encontro inesperado do diverso, Lisboa, Rolim, 1994.