quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu

Reflexões sobre o conceito de Eu/Self

Fernando Gil:

"Na agenda de uma teoria do self, a autoestima e a adesão a si não podem ser esquecidas como têm sido, quer pela filosofia passada no seu conjunto, quer pela filosofia contemporânea. Pois esta adesão é bem o teor fenomenológico mais aparente do eu (e o ónus da prova incumbe a quem contesta!). As suas dimensões são corporais e pulsionais, afectivas, cognitivas (a afectividade causal da acção e as suas condições) e metafísicas (crença, duração), e não há que recear acoplar ciência e metafísica. O seu principal operador é uma imaginação que actua em todos os registos, e já na simples percepção. A imaginação transforma o antes e o depois em duração, o facto biológico da morte em pavor e, também, a pulsão em amor: um pavor e um amor que investem definitiva e irremediavelmente a experiência de si e do outro. E haveria ainda que tomar em consideração a linguística do eu e a sua história cultural […]"

Fernando Gil, “Eu”, Análise, Lisboa, Colibri, data ?.

Sem comentários:

Enviar um comentário