Hoje, sem palavras de sua lavra, traz uma imagem e um poema sugestivos, encontrados por aí, nos caminhos evasivos. No seu espírito, apenas uma pergunta: Como foi possível chegarmos aqui?
(Daqui)
Errata
Onde se lê Deus deve ler-se morte.
Onde se lê poesia deve ler-se nada.
Onde se lê literatura deve ler-se o quê?
Onde se lê Deus deve ler-se morte.
Onde se lê poesia deve ler-se nada.
Onde se lê literatura deve ler-se o quê?
Onde se lê eu deve ler-se morte.
Onde se lê amor deve ler-se Inês.
Onde se lê gato deve ler-se Barnabé.
Onde se lê amizade deve ler-se amizade.
Onde se lê taberna deve ler-se salvação.
Onde se lê taberna deve ler-se perdição.
Onde se lê mundo deve ler-se tirem-me daqui.
Onde se lê Manuel de Freitas deve ser
com certeza um sítio muito triste.
Onde se lê amor deve ler-se Inês.
Onde se lê gato deve ler-se Barnabé.
Onde se lê amizade deve ler-se amizade.
Onde se lê taberna deve ler-se salvação.
Onde se lê taberna deve ler-se perdição.
Onde se lê mundo deve ler-se tirem-me daqui.
Onde se lê Manuel de Freitas deve ser
com certeza um sítio muito triste.
Manuel de Freitas, A última porta

Então Leitora? Que pergunta mais desiludida é essa? Que poema tão bonito mas tão cheio de tristezas, de pequenas mortes, é esse?
ResponderEliminarUm banho de imersão em pétalas de rosas não é salvação para essa perdição?
Um beijinho, Leitora.
Há dias de abatimento, que as águas lavam, e as palavras consolam. As suas, nestas horas tardias.
ResponderEliminarUm beijinho