terça-feira, 3 de abril de 2012

Passeio à beira-rio, depois de manjares excelentes

Depois de alegre e abundante repasto, rematado  a chocolate e coloridas chávenas de Joana Vasconcelos, foi tempo de um passeio à beira-rio. Para lá do centro da vila, até há poucos anos matizado a lilás, encontra-se um novo jardim, riscado a traço moderno, mas ainda com restos bravios.

(Flanemos.)


Neste passo, uma garça descansava dos seus elegantes voos.




Neste, uma velha nora restaurada conservava a sua alva beleza.




Pouco depois, um casal de patos primaveris deixou-se fotografar.


Ele


Ela


Aqui, uma panorâmica do que restou de indústria têxtil: um centro de eventos camarários, rodeado por velhos armazéns e novas vivendas, com o rio em baixo.




Em tempos, esta foi uma zona de cheias e, por isso, desabitada. Actualmente, após o emparedamento do rio e a consequente domesticação do caudal, crê-se que o terreno não voltará a ser fustigado pelas águas, pelo que a construção foi autorizada e a vila expande-se nesta direcção. Parece-me bem. O desenvolvimento é uma necessidade das populações e permite a respiração dos lugares, que se querem vivos. O problema será outro, relacionado com a lenta alteração do centro, mas hoje não falarei dessas dificuldades que afectam os centros urbanos, tanto de cidades grandes, como de pequenas vilas.

5 comentários:

  1. Ah, Leitora, hoje passeei consigo...! Que belo passeio.

    De facto é um rio estreito e emparedado mas que encantos, ainda assim, se descobrem quando se vê 'a vida através da lente' (Leibovitz dixit), não é?

    Não sei que terra é mas dará para passear junto ao rio antes dele ser domesticado (como na primeira fotografia), um rio num vale com árvores em volta, uma nascente num monte?

    Seja como for, os pormenores, os recantos, a luz, a sombra, a flor que desponta, etc - é sempre bom passear (....eu acho...). Descansa a cabeça, dá novo ânimo, não é?

    Gostei da reportagem e do passeio.

    Obrigada, Leitora.

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  2. Bem-vinda a esta vila de rainhas!

    O rio que atravessa a vila não tem várzea, por isso os montes como que constituem um segundo emparedamento natural. A zona de passeio acaba poucos metros à frente do ponto da garça; para lá desse términus não sei bem o que há, mas dizem que tudo acaba na serra, não domesticada. Dará para passear, mas com mais esforço, creio.

    Foi muito bom tirar estas fotografias, é verdade que a "lente" deixa ver outro lado da realdade, destacando a sua beleza. Agradeço-lhe a sugestão, que me permitiu gostar mais do lugar. Nunca tive talento de fotógrafa, limitando-me a "fotos de família", com a mais simples das máquinas. Estarei à beira de uma descoberta?...

    Um beijinho

    Boa noite.

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  3. É assim que eu começo. Experimento. Aventuro-me, descubro maneiras novas de estar ou de ver as coisas. A seguir a isso vêm outras descobertas (no caso da fotografia: livros de fotografia, biografias de fotógrafos, aprender a trabalhar a fotografia: recortar para eliminar ângulos mortos ou saturar a cor, etc, etc), depois passear para descobrir novos motivos para fotografar, depois as pessoas com quem nos cruzamos nos passeios, o ar livre, etc.

    Gostei imenso do passeio que nos revelou, dos pormenores que viu.

    O talento é coisa que, em abstracto, pode não existir até se descobrir que ele existe à espera de ser desvendado. E pode ser um talento que não é forçosamente sinónimo de virtuosismo mas sim sinónimo de genuíno prazer de fazer, o que, por ser descontraído, traz consigo m prazer ainda maior.

    Espero que se divirta a descobrir (a descobrir muitas coisas!).

    Boa noite também para si.

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  4. Eu também adorei as fotos e o belo passeio !
    Uma boa noite .
    Abraços
    MT

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  5. Gostei muito do passeio e da fotos !
    Abraços
    MT

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