quinta-feira, 24 de maio de 2012

Caligrafias






No outro dia, uma voz pedagógica dizia que os enunciados dos testes não devem ser assinados, que isso é muito mau. Que prescrição idiota! As provas que os professores preparam para os seus alunos, aos quais estes respondem diligentemente, cada um com o seu tremor, mostram um pouco das pessoas que ali se vão encontrando, semana após semana, durante um ano lectivo ou mais. De facto, não só a matéria cognitiva está em causa nesses momentos, também a incerteza ou a confiança vêm à colação, o que se manifesta, desde logo, na vibração da caligrafia, mesmo que uma das partes se manifeste apenas por uma simples assinatura, ou tão só por uma ténue rubrica.


4 comentários:

  1. Concordo. Um enunciado diz de quem o faz, deve ter a sua marca.

    Quanto à caligrafia, não sei se já o disse mas eu fiz um curso de Grafologia no Centro Nacional de Cultura com o Dr. Alberto Vaz Silva. Adorei.

    Já fiz muitas análises grafológicas e não falha (... bom, pelo menos até aqui...). Trata-se de perceber a personalidade, o temperamento, a atitude da pessoa face à análise da sua escrita (forma da letra, espaçamento, inclinação, assinatura, etc).

    É um tema fascinante. Quando vejo alguma coisa escrita à mão começo logo, mentalmente, a dissecar.

    Claro que os jovens ainda têm a personalidade em formação mas, mesmo assim, muito do que são já estará lá.

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    1. Já tinha lido sobre esse seu gosto. Também acho fascinante essa ideia de que a caligrafia revela a personalidade e um certo ritmo íntimo da pessoa, pelo que o seu saber é mais um motivo de admiração.

      Qualquer dia publico aqui uma cópia com a minha letra, só para ver a sua leitura...

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  2. Ehhhhh... que bom, adoro desafios, adoro correr riscos.

    Venha daí isso, então, que já estou em pulgas...!

    Mas, se a coisa for dramática, terei que lhe enviar o veredicto por outra via, não aqui à vista dos seus leitores não vão eles ficar aterrados...!

    (estou a brincar, claro)

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    1. Agora quem se sente desafiada sou eu! Será que vou descobrir um monstro soterrado no meu inconsciente?...

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