"O corpo plural
«Que corpo? Temos vários.» (PIT, 39) Tenho um corpo digestivo, um corpo nauseável, um terceiro susceptível de enxaquecas, e assim por diante: sensual, muscular (a mão do escritor), secretivo e, principalmente, emotivo: que é emocionado, movido, ou calcado, ou exaltado, ou atemorizado sem que isso se note. Por outro lado, sinto-me cativado até ao fascínio pelo corpo socializado, o corpo mitológico, o corpo artificial (o dos «travestis» japoneses) e o corpo prostituído (do actor). E além desses corpos públicos (literários, escritos) tenho, se assim poderei dizer, dois corpos locais: um corpo parisiense (desperto, cansado) e um corpo campesino (repousado, pesado)."
Roland Barthes, Roland Barthes por Roland Barthes, Lisboa, Edições 70, 1976.
Só hoje me resolvi, a vir até aqui. Porquê? Francamente, porque já visito muitos blogues e ás vezes, não tenho tempo, para responder a todos.
ResponderEliminarConfesso que gostei. Muito bom este texto de "Roland Barthes por Roland Barthes".
Vou passar a visitá-la. Talvez não muitas vezes, mas com muito interesse.
Até um dia destes.
Mary
Venha sempre que quiser; é muito bem-vinda!
EliminarJá passei pelo seu blogue. Gostei. Passo por lá uma vez por outra.
Belo texto. Revê-se nele, é?
ResponderEliminarSim, excepto na parte da enxaqueca; não sofro de tal maleita. Ups! Ao menos isso.
EliminarMuito bom este texto do Roland Barthes !
ResponderEliminarComo já disse antes, teus posts nos estimulam à leitura.
Abraço
MT
Fico contente por contribuir para o "prazer do texto" (RB).
EliminarBoas leituras!