sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os papelinhos da professora

O ano lectivo aproxima-se do fim. Restam os apontamentos e os resumos para os anos vindouros, que a memória não é de elefante.

Memorial do Convento


5 comentários:

  1. Olá Leitora,

    Uma análise grafológica requer uma coisa de tipo carta, com um mínimo de 2 páginas. Tem que se ver a distância da margem superior, antes de se dirigir, qual o local onde assina, como assina, as margem esquerda e direita, a homogeneidade da escrita ao longo do texto, etc.

    Com o que vejo aqui não consigo ver o que veria com uma amostra mais completa. Contudo, ainda assim, e apesar de qualquer grafólogo a sério me apelidar de grande leviandade, poderei arriscar umas quantas coisas. Claro que é do mais falível que há. Mas, aquilo que, assim, neste breve relance, me parece, escrevo onde? Aqui? Ou envio por outra via?


    PS: Não descobri coisas escabrosas nem que a envergonhem, esteja descansada...

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    1. Também me parecia que essa ciênca era uma coisa séria. Mas podemos deixar as análises mais minuciosas para outras calendas, não? Quanto àquela que é possível fazer, pode mandá-la para aqui; estou muito curiosa.

      Aguardo...

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  2. Só espero que o meu professor nunca saiba que uma aluna se pôs a dar palpites com base numa amostra tão ínfima... Mas, enfim, deixando de lado vários aspectos que só poderia apreciar se tivesse material para isso, aqui vai o que me parece ver - e a ordem do que vou dizer é aleatória:

    É reservada (tímida?), discreta, organizada, sabe distinguir o cerne das questões, tem pensamento rápido, é idealista e tem um pendor intelectual forte mas, apesar disso, é capaz de passar à acção, é gentil, amável, é orgulhosa, é receptiva a ideias novas, é contida (isto é, pouco impulsiva, a razão tende a conter os impulsos), parece mostrar uma certa vontade de guardar alguma distância, tem tendência à introspecção, é equilibrada e adapta-se bem.

    Acho que, do pouco que observei, foi o que me pareceu ver.

    Que tal? Muito ao lado?

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  3. Como é que conseguiu ver isto tudo?! A análise corresponde, creio, aos momentos bons (nem tudo é sempre assim tão gentil ou tranquilo...). Destaco aquilo que sempre pensei sobre mim: uma tímida, de pensamento rápido, mas contida. Nunca pnsei que me adaptava bem, mas afinal de contas já estive em várias escolas e nunca tive problemas de adaptação...
    Será que não me conhecia bem? (Brinco)


    Muito obrigada!

    Um beijinho

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  4. Uma parte do que é a letra é imutável pois revela a personalidade e, inclusivamente, é difícil de disfarçar. Eu, que sei o que as coisas significam (ou acho que sei...), não consigo disfarçar a minha letra para corrigir alguns aspectos eventualmente menos abonatórios...

    Outra parte tem a ver com as circunstâncias. Se está nervosa a letra tremerá mais ou será mais irregular, por exemplo. Mas alguns traços ou características não se alteram apesar do tremor.

    Mas, do que vi do que escreveu, falta-me ver as margens, que são muito importantes, e o posicionamento e a forma da assinatura. Por exemplo se, ao escrever um texto, assinar no canto esquerdo da folha, já me preocuparia consigo. Ou se, ao escrever, a margem esquerda fosse quase inexistente, também lhe diria que deveria ter atenção à forma como se relaciona com os outros.

    Quanto ao que vi, acho que sendo reservada e contida, 'estuda' a melhor forma de se adaptar (ou seja, não será uma pessoa do tipo 'veni, vidi, vici' mas, sim, uma pessoa receptiva, amável, inteligente, que encontra a melhor forma de se encaixar)

    A sua escrita parece ser maioritariamente regular, vertical, com hastes e pernas das letras mais ou menos equivalentes, algum espaçamento entre palavras, um l com laçada aberta e grande, etc, etc, ou seja, aspectos que me permitem 'ver' o que escrevi.

    Gosto muito de fazer isto.

    E de vez em quando surpreendo-me. Há um fulano que já foi ministro, que escreve em jornais, que é convidado para conferências, etc, e em relação ao qual eu tinha um pé atrás, achava-o um bocado instável no que defende (vai consoante sopram os ventos). Quando vi a sua assinatura, fiquei pasmada mas percebi. É uma assinatura infantil, imatura, uma coisa confrangedora.

    Enfim, foi uma coisa que gostei muito de aprender e que gosto de praticar.

    Ainda bem que não falhei muito com este pequeno exercício em relação à sua letra. Se me dissesse que não é nada disto, que é uma desorganizada de primeira, uma impulsiva, uma extrovertida que ninguém segura, eu ficaria admiradíssima mas, enfim, ia render-me à evidência de que não se podem tirar conclusões a partir de meia dúzia de linhas. Assim, uffff......!

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