quarta-feira, 13 de junho de 2012

The day after




Sem perder o glamour, a leitora dedica-se às lides domésticas. Fá-lo por necessidade, já que la femme de ménage partiu para os cofres do estado. Arrumar uma casa, depois de semanas de intenso trabalho, não é apenas cansaço e obrigação, também é o reencontro com os objectos emocionalmente significativos; é, no fundo, uma forma de (re)vificar o espaço e de retomar o próprio lugar (no sentido do famoso ensaio de Virginia Woolf: A room of one's own?).
Assim se renova a vida, poderíamos dizer.

3 comentários:

  1. Que sentido de humor e que pragmatismo, Leitora. Gostei de ler.

    (Revejo-me completamente.)

    Um abraço, Leitora.

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  2. C'est la vie. Ou como diria o Calvin: "se a vida te atira limões, faz uma limonada". Mas dá gosto contemplar uma casa que se acabou de arrumar, não dá?

    um beijinho

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  3. Dá mesmo. Isso e o cheirinho a limpeza, a lavadinho. E tenho uns pauzinhos que mergulham nos frasquinhos de óleo, um com cheiro a 'Ocean' e noutro local, outro com cheiro a 'under a fig tree'. Quando entro em casa, gosto de sentir o cheirinho tão característico da minha casa.

    O que não consigo mesmo manter arrumado é este meu canto dos livros. De vez em quando, atiro-me a ele, organizo-o e toda a sala me parece decente. Mas, pouco tempo depois, já está a tender para o caos.

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