Parece que na curva dos 40 se fazem rastreios e se abre a porta ao corpo clínico. O meu pensamento estranha esta visão, que não consigo conciliar com o corpo literário e muito menos com o corpo erótico. Na verdade, não descortino qualquer erotismo ou beleza na linguagem da saúde preventiva. Enfim, talvez seja uma questão de pensar melhor.
(Confesso que o harmonioso traço de José Rodrigues me seduz mais do que o emaranhado de células, sombras, conselhos sensatos...)
Eu, como sabe, tive recentemente um contratempo que me levou a uma cirurgia. E nessa altura a sensação que tive é que uma coisa sou eu, outra, bem diferente, o meu corpo. Até aí as duas realidades estavam sintonizadas e conviviam pacificamente. Na altura em que o meu corpo resolveu mostrar-me que tem vontade própria, percebi que é melhor não o hostilizar.
O melhor será mesmo vigiar como se vigiássemos uma criatura que não é de fiar, pouco leal, que não se ensaia nada para nos mostrar que consegue facilmente impor a sua vontade.
E, como em todas as situações, com imaginação, até pode ser erótico ou literário...
PS: A minha convalescença está de vento em popa, todos os dias mais uma pequena vitória e, aos poucos, está tudo a ficar quase normal.
O que diz sobre a dualidade Eu/Corpo é muito interessante. Também só agora, por razões circunstanciais, tive a percepção de que o corpo se move para lá da nossa vontade, exigindo atenções. Neste sentido, tornou-se claro que a medicina preventiva tem as suas razões e que não é coisa de hipocondríacos. Uma lição de humildade.
Já me apercebi de que o seu dinamismo habitual está de regresso. Vou ver se consigo fazer-lhe uma visita hoje à tarde, que é como quem diz deixar umas palavras em Um Jeito Manso.
Gânglios e quistos como output de ecografias, mamografias e que tais, Leitora? Pacífico.
ResponderEliminarBons banhos, Leitora Marinha!
PS: Belo desenho esse do José Rodrigues que escolheu.
Parece que na curva dos 40 se fazem rastreios e se abre a porta ao corpo clínico. O meu pensamento estranha esta visão, que não consigo conciliar com o corpo literário e muito menos com o corpo erótico.
EliminarNa verdade, não descortino qualquer erotismo ou beleza na linguagem da saúde preventiva. Enfim, talvez seja uma questão de pensar melhor.
(Confesso que o harmonioso traço de José Rodrigues me seduz mais do que o emaranhado de células, sombras, conselhos sensatos...)
Mas posso ir de férias descansada, creio...
E a sua convalescença? Espero que esteja melhor
Boa sexta-feira!
Eu, como sabe, tive recentemente um contratempo que me levou a uma cirurgia. E nessa altura a sensação que tive é que uma coisa sou eu, outra, bem diferente, o meu corpo. Até aí as duas realidades estavam sintonizadas e conviviam pacificamente. Na altura em que o meu corpo resolveu mostrar-me que tem vontade própria, percebi que é melhor não o hostilizar.
ResponderEliminarO melhor será mesmo vigiar como se vigiássemos uma criatura que não é de fiar, pouco leal, que não se ensaia nada para nos mostrar que consegue facilmente impor a sua vontade.
E, como em todas as situações, com imaginação, até pode ser erótico ou literário...
PS: A minha convalescença está de vento em popa, todos os dias mais uma pequena vitória e, aos poucos, está tudo a ficar quase normal.
Boas férias!
O que diz sobre a dualidade Eu/Corpo é muito interessante. Também só agora, por razões circunstanciais, tive a percepção de que o corpo se move para lá da nossa vontade, exigindo atenções. Neste sentido, tornou-se claro que a medicina preventiva tem as suas razões e que não é coisa de hipocondríacos. Uma lição de humildade.
ResponderEliminarJá me apercebi de que o seu dinamismo habitual está de regresso. Vou ver se consigo fazer-lhe uma visita hoje à tarde, que é como quem diz deixar umas palavras em Um Jeito Manso.
As melhoras!
Um beijinho