sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Leituras transversais


Nem a propósito, saiu este mês um estudo muito interessante sobre as criadas:
 
Inês Brasão, O tempo das criadas: a condição servil em portugal (1940-1970), Lisboa, Tinta da China, 2012.
 
Lê-se na introdução: "Rica em metáforas políticas sobre a definição do valor de um indivíduo a partir do seu lugar de nascimento, a criada da casa era julgada pela desobediência, preguiça, sujidade e mania, para referir apenas os atributos mais incisivos. Com uma violência simbólica acrescida, dois exemplos negativos de mulheres apareciam associados com frequência: o da mulher "tolerada" e o da "criada de servir"."
 
(Lembrei-me de um romance autobiográfico lido no início do verão. Estão lá. Falava-se delas, mas com tal distância e desconhecimento, que impressionava.)

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