domingo, 26 de agosto de 2012

Nova Iorque


 Fritz Lang, Metropolis (1927)
 
 
New York, New York
(versão da famosa canção de Frank Sinatra, no filme de Steve McQueen, Shame - 2011) 
 
 
 
Lê-se no Púlico 2, de hoje, na crónica de Paulo Varela Gomes:
 
"Poucos portugueses da chamada classe média têm hoje oportunidade de viajar até Nova Iorque e as pinturas de que me ocupo aqui, embora amplamente ilustradas na internet, ganham em ser vistas no local porque são obras de grande dimensão. Paciência." (PVG, "Cartas de Ver: O fim da História")
 
Sem paciência, só impotência, lemos estas verdades, tanto mais incomodativas quanto Nova Iorque não é apenas uma cidade onde estão museus e obras de arte fantásticas. Nova Iorque é a cidade, símbolo da realização humana, da diversidade, e lugar onde toda a imaginação é possível.
Os espaços urbanos, a metrópole em particular, sempre foram lugares de liberdade e de amplificação do convívio e das potencialidades do homem, apesar das suas misérias e contradições; agora esta expansão está vedada a um número crescente de pessoas. Involuímos. Aqui estamos, condenados à tacanhez, à pequenez, a sermos "pobretes e alegretes", a regressarmos à velha casa de família, lá, "na aldeia mais portuguesa de portugal".
 
 
(yeaak)*
 
 
 
* trad.: vómito
 

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