quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Leituras para Meninos sensíveis e imaginativos


O vídeo The fying books of Mr. Morris Lessmore foi retirado do Youtube devido a direitos de autor.

 

2 comentários:

  1. Adorei, Leitora e, claro, vou recomendar à minha filha que veja com o mais crescido este vídeo ou vê-lo-ei eu mesma - embora com alguns cuidados. Aquela parte inicial iria assustá-lo. Faz-lhe impressão o efeito do vento desde que viu lá, in heaven, que o vento partiu uma árvore. Agora quando há vento fica receoso que isso aconteça a qualquer árvore. E pergunta se não acontece algum mal às casas e nós lá dizemos qualquer coisa que o tranquilize.

    Sabe que me tenho deparado agora com a malvadez subjacente a quase todas as histórias infantis: os lobos comem pessoas, há mulheres que envenenam meninas, há de tudo um pouco. E uma pessoa às vezes vê-se aflita para explicar tanta perversidade a uma criança de três ou quatro anos.

    Estas daqui com livros, letras, histórias com vida são bem diferentes, são pura magia.

    Boa escolha, Leitora.

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  2. Aqueles que estudaram literatura, em algum momento, tiveram de ler o livro de Bruno Bettelheim, "Psicanálise dos contos de fadas", constatando que a malvadez humana e a perversidade estão nessas histórias, mas também a bondade. Será uma forma de as crianças acederem a esse mundo imaginariamente e ganharem defesas, digo eu, como se reforçassem o sistema imunitário pelo contacto com bactérias e vírus irreais.
    Mas concordo consigo que não bastam para os Meninos, que também precisam de histórias mais límpidas e libertas. Até certo ponto, também depende da personalidade deles. Lembro-me de uma menina que ficava deslumbrada com o vestido brilhante da gata borralheira e dos seus sapatinhos de cristal e de outra que preferia rir com os calos e joanetes dos pés das não-irmãs malvadas.

    Para além destes contos e das histórias tradicionais, tenho a impressão de que as crianças necessitam igualmente de histórias com referências ao seu quotidiano, com carros e comboios e já não carruagens e carroças.
    As suas histórias parecem-me lindas, improvisadas a partir de elementos do real, como aqueles bois vermelhos, prontos para voarem na imaginação.

    Um beijinho

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