Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus olhos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuito,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
Luís de Camões, Os Lusíadas, Porto, Figueirinhas, 1978 (org. de António José Saraiva).
[Posta em sossego só porque se enganava, que a sua condição era de desassossego sem fim. Tais quimeras só a ela convenciam e às ervinhas, como se sabe.]
Tempos de desassossego não assumido ou não consentido.
ResponderEliminarTempos de indefinição frente ao espelho.
Tempos de hesitação, no fundo.
Ou de meditação.
Tempos de viragem.
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