Adriana Calcanhoto canta Mário de Sá-Carneiro
Hoje uma Menina reconheceu o poema de Sá-Carneiro que a professora citava; tinha ouvido Adriana Calcanhoto cantá-lo. Aqui fica a interpretação da artista brasileira, seguida de dois poemas, já apresentados neste blogue.
Epígrafe
A sala do castelo é deserta e espelhada.
Tenho medo de Mim. Quem sou? De onde cheguei?...
Aqui, tudo já foi... Em sombra estlizada,
A cor morreu - e até o ar é uma ruína...
Vem de Outro tempo a luz que me ilumina -
Um som opaco me dilui em Rei...
A sala do castelo é deserta e espelhada.
Tenho medo de Mim. Quem sou? De onde cheguei?...
Aqui, tudo já foi... Em sombra estlizada,
A cor morreu - e até o ar é uma ruína...
Vem de Outro tempo a luz que me ilumina -
Um som opaco me dilui em Rei...
Mário de Sá-Carneiro, Poesias, Lisboa,
Ática, 1989.
7
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio;
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio;
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro, Poesias, Lisboa, Ática, 1989.
[A confiança é um tecido esgarçado; a inconsistência dos fios vem da ambição desmedida e do medo. Do rasteirismo também, já agora. É pena.]
Querida leitora :
ResponderEliminarFiquei contente com a citação de Adriana Calcagnoto ,gaúcha de Porto Alegre, como eu, em teus sempre bonitos posts.
Abraço
MT
Olá! Não sabia que Adriana (escreve-se Calcagnoto?) era de Porto Alegre. Será uma gente especial desse fulgurante país que é o Brasil? Gosto muito da cantora, agora ainda mais por interpretar este poeta tão meu preferido.
ResponderEliminarUm abraço
Seja sempre bem-vinda! (Já tinha dado pela sua falta.)