On a vintage shelf...
Emily Dickinson, poeta (poetisa) norte-americana, nascida a 10 de Dezembro de 1830, em Amherst, Massachusetts, e falecida na mesma cidade, a 15 de Maio de 1886. Entre estas duas datas poucos factos houve a registar, só os seus poemas brilham , esplendorosos.
O livro que agora se lê é de Jorge de Sena, que traduziu magistralmente 80 dos poemas de Dickinson, mas os originais, em inglês, resplandecem mais intensamente. Por exemplo:
A sepal, petal, anda a thorn
Upon a common summer's morn -
A flask of Dew - A Bee or two -
A Breeze - a caper in the trees -
And I'm a Rose!
Sépala, pétala, espinho,
Na vulgar manhã de Verão -
Brilho de orvalho - um abelha ou duas -
Brisa saltando nas árvores -
- E sou uma rosa!
.................
Some Days retired from the rest
Upon a common summer's morn -
A flask of Dew - A Bee or two -
A Breeze - a caper in the trees -
And I'm a Rose!
Sépala, pétala, espinho,
Na vulgar manhã de Verão -
Brilho de orvalho - um abelha ou duas -
Brisa saltando nas árvores -
- E sou uma rosa!
.................
Some Days retired from the rest
In soft distinction lie
The Day that a Companion came
Or was obliged to die
Alguns Dias dos outros se separaram
Para com distinção adormecer -
O Dia em que um Companheiro chegou
Ou foi forçado a morrer.
Jorge de Sena, 80 poemas de Emily Dickinson (Tradução e apresentação), Obras Completas de Jorge de Sena, Lisboa, Edições 70, 1979.


E, por falar em happy days, já agora, se quiser dar uma espreitadela lá pela beira do rio...
ResponderEliminarhttp://ginjalelisboa.blogspot.pt/
Boas leituras, que esse livro é uma preciosidade!
É um dos livros que visito de vez em quando. Emily Dickinson tem uma poesia tão luminosa, mas, ao mesmo tempo, tão obscura e acutilante. Inquieta-me e enleva-me.
ResponderEliminarC'est l'esthetique de la solitude...
(Gostei muito das suas palavras, no Ginjal.)
Um abraço