quarta-feira, 5 de junho de 2013

estes míseros ofícios

Ainda há pouco, a A.G. citava Herberto Helder. Que palavras tão lindas e tão conformes:

e com estes míseros ofícios
morrerei do meu muito terror e da nenhuma salvação da minha vida


Herberto Helder, Servidões, Lisboa, Assírio, 2013.


 
uma pausa nos tristes ofícios

2 comentários:

  1. Olá Leitora fantástica!

    Já aqui tinha estado de visita mas tenho andado com muito trabalho, muita reunião, muito afazer, muito cansaço (e, claro, muita escrita lá nos meus cantos) pelo que não consegui ter tempo para deixar aqui a palavrinha devida.

    Tarde e más horas, aqui está hoje. 'Tristes ofícios'? Como dizer isso de uma das mais nobres profissões do mundo. Ser professor é um orgulho.

    Não ligue ao 'seu chefe' e aos colegas dele, não ligue a algum desinteresse que, por vezes, sinta nos seus alunos ('são jovens, não pensam'...). Desfrute, isso sim, o privilégio de viver no meio da juventude, divirta-se com eles.

    Quanto ao Servidões: é uma maravilha, não é? Como é possível, juntando palavras normais, erigir um monumento assim, não é?

    Estou fascinada.

    Um bom fim de semana, boas leituras e boas pausas nos extraordinários ofícios!

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  2. A profissão, "das mais nobres do mundo", transformou-se num cansaço. E nem é o desinteresse, é antes a desconfiança. O professor foi colocado sob suspeita, é isso, o que trouxe graves consequências. Mas tem razão, conviver com jovens ainda permite arejar.

    Um beijinho

    Bom fim-de-semana

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