sábado, 1 de junho de 2013

Herbero Helder

 
Herbero Helder, Servidões,
Lisboa, Assírio & Alvim, 2013.
 
 
já não tenho mão com que escreva nem lâmpada,
pois se me fundiu a alma,
já nada em mim sabe quanto não sei
da noite através da luz: livros, frutas na mesa, o relógio que mede
 
minha turva eternidade
e o tempo da terra monstruosa,
já nada tenho com que morrer depressa,
excepto
tanta hora somada  a nada:
acautela a tua dor que se não torne académica

 
Herbero Helder, Servidões, Lisboa, Assírio & Alvim, 2013.

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