quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

As bailias medievais (lidas hoje)

Catarina Nunes de Almeida reescreve as cantigas de amigo e de amor, revelando a sensualidade que, tão encantadoramente, já aquelas sugeriam:
 
O único maremoto de que há memória
aconteceu nos teus cabelos que hoje são lisos
e deixam a água pelos tornozelos
até ser de manhã.
 
Agora até a terra passou.
Cruzam-se valsas e expedições na curva do seio
 a música não cabe na boca das aves
 
e nós, meninas, bailaremos i.
 
Catarina Nunes de Almeida, Bailias, Porto, Deriva, 2010.

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