quarta-feira, 12 de março de 2014

Paisagem matinal

O Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga é um lugar lindíssimo. Hoje, de manhã, estava resplandecente; este sol primaveril, súbito, inundava-o de luz e convidava a estar, apreciar e fotografar. 


Não era só o restrito espaço do Jardim que agradava. A paisagem, com o porto, o Tejo e a Outra Banda, estava deslumbrante, está sempre, mas hoje especialmente.


A exposição - Rubens, Brueghel, Lorrain: A Paisagem Nórdica do Museu do Prado - completou-se com a vista lisboeta, linda e luminosa. Se procurasse um traço unificador destas diferentes paisagens que, simultaneamente, as distinguisse, escolhia a luz, sim, a luz. 

A paisagem nórdica ou a paisagem ao modo italiano (última sala, à parte) apresentam uma luminosidade muito diversa: os últimos quadros, tons mais intensos, marcados pela luz mediterrânica; as paisagens dos Países Baixos, uma luz fininha, que só se pode entender naquelas paragens. Recordo-me, a este propósito, da emoção que senti a primeira vez que visitei a Holanda, via, ou sentia, nem sei, como nunca, as cores e a luz de Vermeer, pintor da minha predilecção. Aqui, para além desta diferença, entre a luz nórdica e a mediterrânica, evidenciava-se, também, a singularidade da luz de Lisboa, tão atlântica, tão acolhedora, tão bela.


Não é o lugar ideal para um café e um queque de maçã? Fica o convite.

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