sábado, 31 de outubro de 2015

Cemitério dos Prazeres

A próxima «Visita Guida» leva-nos ao Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, apresentado como um museu de arte funerária, a assinalar a importância dos rituais da morte, não só para os defuntos, como também para os vivos.




No próximo episódio vamos levá-lo a um "museu" inesperado.O Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, é um dos maiores (mais de 7000 jazigos) e o mais elitista dos cemitérios portugueses: de aristocratas a políticos, de heróis militares a artistas, grandes vultos da história do país estão ali sepultados. Consolidado em meados do séc. XIX, expoente do romantismo em Portugal, o Cemitério dos Prazeres é um repositório de escultura que hoje vale como museu. O historiador de arte Francisco Queiroz é o nosso guia nesta visita surpreendente.RTP2, 2ª feira, 2 novembro, pelas 23h; sábado, 7 novembro, pelas 19h40 (repetição)Antena 1, 5as feiras, pelas 21h10facebook.com/paulamourapinheiro
Posted by Visita Guiada on Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015



Por coincidência, José Tolentino Mendonça, na sua crónica semanal no Expresso, reflete também sobre o funeral e o valor humano dos rituais devidos aos finados:

«No dia em que o mandamento de «sepultar dignamente os mortos» for removido dos deveres dos filhos, dos companheiros, dos irmãos, dos amigos e antecipado para as obrigações que cada um deve prever em relação a si mesmo, a nossa humanidade ficará irremediavelmente mais pobre.»
José Tolentino Mendonça, «Funeral em vida». Expresso: 31/10/2015