terça-feira, 26 de abril de 2016

"Um grande, grande adeus do seu poeta, Mário de Sá-carneiro."

Suicidou-se a 26 de abril de 1916 - Mário de Sá-Carneiro.

Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!


Mário de Sá-Carneiro, Poesias, Ática, 1989.

Richard Zenith, Fotobiografias do Século XX: Fernando Pessoa, Círculo de leitores, 2008, p. 119 -
a despedida enviada a Pessoa, por Mário de Sá-Carneiro, em 3 de abril de 1916,
e a derradeira nota de despedida, no dia do seu suicídio.


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