domingo, 5 de fevereiro de 2017

A morte é de todos e virá

O debate sobre a eutanásia incomoda, ainda mais quando os argumentos se revestem de tom de autoridade e de abstrações sobre eventuais livres arbítrios, envolvidos em julgamentos morais. É tão triste que a resposta ao sofrimento seja a morte e a ideia, por vezes implícita, de que não há dignidade nem amor na dor de quem está de partida ou de quem se despede.
Todavia, não me parece negativo que se discutam estas matérias, se incluídas numa reflexão mais vasta sobre a condição humana (... a certeza da mortalidade, tão íntima e pessoal e, simultaneamente, de todos) e sobre o que as pessoas e a sociedade têm para ajudar e confortar aqueles que sofrem e que estão no fim do seu caminho.

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