sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Cultura pop

Leio uma entrevista a António Araújo, na revista Ler (Inverno 2016/2017, nº 144) - "Esquerda e direita já não são o que eram - nem voltarão a ser", por Filipa Melo, e deparo-me com esta tese interessante:

«A minha única "tese", que pode ser considerada um lugar comum, mas que procurei ilustrar até à saciedade, é a de que a grande clivagem não é tanto entre esquerda e direita, mas entre elites e não-elites.» (António Araújo)

O meu pensamento divergiu para outros dizeres e áreas, notando que a ideia que cada um de nós faz de uma época (anos 80...) é muito limitada à experiência individual ou de um grupo restrito, a um meio social, a um espaço geralmente urbano, com os seus ícones de consumo.

Nem todos frequentaram o Frágil, dançaram ao som dos Duran Duran ou comeram Tulicreme! Nem todos partilharam a cultura pop em todo o seu esplendor ou frequentaram os lugares da moda da Lisboa bem-pensante e gira dos anos 80.

A clivagem em Portugal, e noutros pontos do globo, é, de facto, entre elites e não-elites? Parece-me evidente que ela existe e que é factor de grande incompreensão e preconceitos.

(Imagens do Google Images) 

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