domingo, 18 de fevereiro de 2018

Hino ao amor



Regresso, uma e outra vez, ao "Azul", um filme da minha vida.

Kieslowski e a maravilhosa Juliette Binoche. Para sempre, um filme, uma canção para a Europa, o rosto da mulher e um lustre azul. A face no espelho, paralisante, fascinante, inesquecível.



A canção final, em grego, adapta o capítulo 13 da 1ª Carta aos Coríntios, que aqui deixo na magnífica tradução de Frederico Lourenço:

"Se nas línguas dos humanos e dos anjos eu falar, mas amor não tenho, bronze ecoante ou címbalo ruidoso me tornei.
E se eu tiver profecia e souber todos os mistérios e todo o conhecimento; e se eu tiver toda a fé a ponto de mover montanhas, mas amor não tenho, nada sou.
E se eu transformar em comida <para os que têm fome> todos os meus bens e se eu entregar o meu corpo para que me vanglorie <da minha própria coragem>, mas amor não tenho, de nada eu sirvo.
O amor é paciente, prestante é o amor: não inveja, não fanfarrona, não se incha <de vaidade>;
não é indecoroso, não procura as coisas <que são do interesse> dele; não se irrita nem contabiliza o mal <que lhe é feito>;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se pela verdade.
Tudo aguenta, tudo confia, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha. Se <existem> profecias, elas serão anuladas. Se <existem> línguas, cessarão. Se <existe> conhecimento, será anulado.
Pois o nosso conhecimento é parcial e parcial é a nossa profecia.
Quando vier o perfeito, o parcial será anulado.
Quando eu era criança, falava como uma criança, pensava como uma criança, contava como uma criança. Mas quando me tornei homem, anulei as coisas da criança.
Pois nós vemos agora através de um espelho enigmaticamente; mas depois, <será> cara a cara. Agora conheço <as coisas> parcialmente; mas depois conhecerei na medida em que também eu fui conhecido.
O que fica agora é: fé, esperança, amor – estas três coisas. Mas destas a maior é o amor."

Frederico Lourenço. 2017. Bíblia. vol II - Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse. Lisboa: Quetzal


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