[Em vez de palavras elogiosas, ai-ais de a menina não foi lindinha.]
(Google images)
Esparsa sua ao desconcerto do mundo
Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m'espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau; mas fui castigado.
Assim que só para mim
anda o mundo concertado.
Luís de Camões, Lírica Completa I, Lisboa, INCM, 1986.
[A imagem segue muito compostinha, muito sereno-delico-doce; venha a garrafa e o bravo poeta, "ou não fosse ele O'Neill"!]
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O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
[...]
*
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos
Alexandre O'Neill, Poesias Completas: 1951/1986, Lisboa, INCM, 1990.

