Três fragmentos deste poeta jónico, do século VI a.C.:
4- Beber de um trago (fr. 356 PMG)
Vá lá, ó rapaz, traz-me
uma taça, para que eu beba
de um trago. Põe dez medidas
de água e cinco de vinho,
para que novamente eu faça de bacante,
mas sem insolência.
Vá lá então: assim com este
barulho e com esta gritaria
não bebamos à maneira da Cítia,
mas bebamos moderadamente
no meio de belos cantos.
19- Coxas (fr. 407 PMG)
Oferece-me, meu querido,
as tuas coxas tão esbeltas.
26- Amor potável (fr. 450 PMG)
Bebendo amor.
Poesia Grega: de Álcman a Teócrito, Lisboa, Cotovia, 2006 (organização, tradução e notas de Frederico Lourenço).