(Hoje não, quando a distância e as leituras forem propícias, reflectirei sobre o crepúsculo dos centros urbanos e as mudanças vitais que em muitos casos se verificam; e não penso apenas no envelhecimento das populações, penso também no empobrecimento, na diminuição do poder, no abandono, etc. Temas banais e sobejamente conhecidos, mas que falta debater colectivamente. )
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Passeio à beira-rio, depois de manjares excelentes
Depois de alegre e abundante repasto, rematado a chocolate e coloridas chávenas de Joana Vasconcelos, foi tempo de um passeio à beira-rio. Para lá do centro da vila, até há poucos anos matizado a lilás, encontra-se um novo jardim, riscado a traço moderno, mas ainda com restos bravios.
(Flanemos.)
Neste passo, uma garça descansava dos seus elegantes voos.
Neste, uma velha nora restaurada conservava a sua alva beleza.
Pouco depois, um casal de patos primaveris deixou-se fotografar.
Ele
Ela
Aqui, uma panorâmica do que restou de indústria têxtil: um centro de eventos camarários, rodeado por velhos armazéns e novas vivendas, com o rio em baixo.
Em tempos, esta foi uma zona de cheias e, por isso, desabitada. Actualmente, após o emparedamento do rio e a consequente domesticação do caudal, crê-se que o terreno não voltará a ser fustigado pelas águas, pelo que a construção foi autorizada e a vila expande-se nesta direcção. Parece-me bem. O desenvolvimento é uma necessidade das populações e permite a respiração dos lugares, que se querem vivos. O problema será outro, relacionado com a lenta alteração do centro, mas hoje não falarei dessas dificuldades que afectam os centros urbanos, tanto de cidades grandes, como de pequenas vilas.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Caminhada à beira-rio, com saudades dos jacarandás
Nem tinha pensado nos jacarandás, só agora, quando procurava um título para esta entrada, se lembrou dessas árvores belas, que outrora davam um certo encanto à vila. Foram decepadas, arrancadas pela raiz, em nome da arquitectura paisagista e da modernidade. No seu lugar, rasgou-se uma pista vermelha para bicicletas, mas não se vêem ciclistas, só caminhantes vários: adolescentes em férias, senhoras e cavalheiros de passo cadenciado, por indicação médica ou seguindo as últimas tendências. A caminhada parece agradável, embora lhe falte qualquer coisa. Talvez o anonimato e a surpresa do diverso. Caminha-se, não se deambula; é isso.
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