terça-feira, 3 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Ciberpoesia - poesia combinatória
Um poema (aleatório) a partir de uma cantiga medieval, ou melhor, de uma versão de Salette Tavares (?), degenerada espontaneamente, só com um clique!
amigo castigo amigo, por Ana E.
December 1st, 2013
Conhecido
ai mal comigo
meu tigo amigo vivo
tão moço nosso posse
apodrecido comovido.
Podrido
ai sem comigo
que o vento corta cerce,
contigo em cada passo
espaço abre e cresce.
Comigo
além amigo
castigo tecido tigo
da flor que digo e deste
o fresco me repete.
ai mal comigo
meu tigo amigo vivo
tão moço nosso posse
apodrecido comovido.
Podrido
ai sem comigo
que o vento corta cerce,
contigo em cada passo
espaço abre e cresce.
Comigo
além amigo
castigo tecido tigo
da flor que digo e deste
o fresco me repete.
Posted in Poemas | Comments Off
In "Poemário - Weblog degenerativo"
[O que é isto? Não entendi. Parece que corresponde a trabalho de investigação e criação de ciberliteratura, ou poesia digital ou escrita criativa digital, por Rui Torres et alii. Aqui, no site de Rui Torres - telepoesis.net.]
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Frente ao mar
FOI NO MAR QUE APRENDIFoi no mar que aprendi o gosto da forma bela
Ao olhar sem fim o sucessivo
Inchar e desabar da vaga
A bela curva luzidia do seu dorso
O longo espraiar das mãos de espuma
Por isso os museus da Grécia antiga
Olhando estátuas frisos e colunas
Sempre me aclaro mais leve e mais viva
E respiro melhor como na praia
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Búzio de Cós e outros poemas, Lisboa, Caminho, 1998.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Ei-las, que estão de volta
A Poesia Trovadoresca regressou ao Programa de Português. Ainda bem, pois a sua falta constitui um empobrecimento dos jovens, desde 2004 privados do convívio com esta preciosidade. Aqui fica um registo de uma das mais belas cantigas de amigo - "Ondas do mar de Vigo", de Martim Codax, jogral galego, provavelmente de Vigo. Para além do texto, indicam-se versões musicais e uma fotografia da folha do Pergaminho Vindel* em que se encontra.
| Ondas do mar de Vigo, |
| se vistes meu amigo? |
| e ai Deus, se verrá cedo? |
| Ondas do mar levado, |
| se vistes meu amado? |
| e ai Deus, se verrá cedo? |
| Se vistes meu amigo, |
| o por que eu sospiro? |
| e ai Deus, se verrá cedo? |
| Se vistes meu amado, |
| o por que hei gram coidado? |
| e ai Deus, se verrá cedo?
Martim Codax
|
As fotografias foram retiradas da base de dados Cantigas Medievais Galego Portugueses, que é um excelente recurso para trabalho, estudo ou, tão-só, tomada de conhecimento deste tesouro nacional.
(Lopes, Graça Videira; Ferreira, Manuel Pedro et al. (2011-), Cantigas
Medievais Galego Portuguesas [base de dados online]. Lisboa: Instituto de
Estudos Medievais, FCSH/NOVA. [Consulta em (indicar data da consulta)]
Disponível em: http://cantigas.fcsh.unl.pt. )
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O novo Programa de Português
Foi uma surpresa. Parece que o Ministro da Educação e Ciência o apresentou ontem, mas a leitora, afogada em "envelopes", não vê televisão e só deu pelo acontecimento numa fuga pelo facebook. O que pode dizer, depois de uma leitura rápida? Que foi uma boa surpresa. É um Programa breve (61 páginas contra cento e tantas do outro), claro nos seus pressupostos teóricos e na apresentação dos domínios e conteúdos, objetivos, metodologias, avaliação e metas. Há uma evidente redução da "metalinguagem", vulgo jargão, por exemplo, desaparecem designações como "funcionamento da língua" ou "conhecimento explícito da língua", para se optar pelo despretensioso nome de "gramática". As competências desaparecem, dando lugar a "domínios": oralidade, leitura, escrita, educação literária e gramática. Claros.
Desde já, destacam-se como aspetos positivos os seguintes: a centralidade do texto complexo, especialmente o literário; a recuperação do conceito de género; o privilégio dos grandes textos e obras da literatura portuguesa e da historicidade que os percorre, justificativa de uma organização diacrónica do seu estudo. Leiamos, a este propósito, um excerto da introdução:
"O presente Programa valoriza o texto literário no ensino do Português, dada a forma diversificada como nele se oferece a complexidade textual. A literatura é um domínio decisivo na aquisição da compreensão do texto complexo e da linguagem conceptual, sendo, além disso, um repositório essencial da memória diversificada de uma comunidade, além de um inestimável património que deve ser conhecido e estudado.
Embora literatura e cânone não sejam realidades totalmente coincidentes, importa sublinhar a dimensão prospetiva e o potencial de criação que significa a leitura dos clássicos, enquanto corpus seleto de textos que nunca estão lidos, na sua dialética entre memória e reinvenção.
Dentro do leque dos textos complexos, o texto literário ocupa um lugar relevante porque nele convergem todas as hipóteses discursivas de realização da língua. Ao contemplar um conjunto de fatores que implicam a sedimentação da compreensão histórica, cultural e estética, o texto literário permite o estudo da rede de relações (semânticas, poéticas e simbólicas), da riqueza conceptual e formal, da estrutura, do estilo, do vocabulário e dos objetivos que definem um texto complexo (cf. ACT, 2006). Para tal, pressupõe o Programa também uma adequada contextualização das obras a estudar, no respeito pela sua historicidade, de modo a que elas não surjam aos olhos dos alunos "como ilhas sonâmbulas num lago preguiçoso; ou como acidentes num percurso de lógica dificilmente apreensível", como afirma Manuel Gusmão (2011, 188)."
É de salientar e louvar a reintrodução da poesia trovadoresca no Programa de Português (mas, por que motivo se excluem as cantigas de escárnio e maldizer?), a chamada de Fernão Lopes, Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, da História Trágico-Marítima, de Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco e Antero, de Camilo Pessanha, de Mário de Sá-Carneiro ou Maria Judite de Carvalho, de José Régio, com a obra Três Máscaras - Fantasia Dramática; não se compreendem, todavia, as ausências de Sophia ou de Eugénio de Andrade, na lista dos poetas do século XX, sem desmerecimento dos cinco nomes selecionados, obviamente.
Uma palavra ainda para o Projeto de Leitura: indicação de uma lista de obras e autores da literatura de língua portuguesa ou universal, distribuídos pelo ciclo de estudos, para serem lidos pelos alunos, um ou dois por ano, em articulação com os domínios e conteúdos programáticos. Parece-me bem, pois, se a listagem pode ser redutora, será também muito útil para a criação de um património literário comum e para a desmistificação da ideia de que as leituras não contempladas nos conteúdos restritos devem seguir a espuma dos dias, digo, as modas, os escritores e títulos da moda.
sábado, 2 de novembro de 2013
O mais difícil
luminosas palavras de José Tolentino Mendonça no Expresso de hoje:
"[...] Temos de aprender a estar com os outros quando chegar o seu momento, desenvolvendo capacidades até então negligenciadas. Temos de aprender a cuidar da dor e a minorá-la, mas não só com comprimidos: também com o coração, com a presença, com os gestos silenciosos, o respeito, com uma expectativa de coragem. Os doentes não estão à procura de indulgência. Temos de aprender a embalar a fragilidade, a dos outros e a nossa própria, ajudar cada um a reencontrar-se com as coisas e com as memórias certas, a não desesperar, a encontrar um fio de sentido no que está a viver, por ínfimo e trémulo que seja. Temos de aprender a ser suporte, temos de querer eficiência técnica mas também compaixão, temos de reconhecer o valor de um sorriso, ainda que imperfeito, em certas horas extremas. À beira do fim há sempre tanta coisa que começa. [...]"
José Tolentino Mendonça, "que coisa são as nuvens: Aprender a morrer", Expresso (Revista), 2/11/2013.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Onde estais, D. Ricardo, O Coração de Leão?
An illustration of the Sheriff of Nottingham from
Bold Robin Hood and His Outlaw Band:
Their Famous Exploits in Sherwood Forest. Louis Rhead.
New York: Blue Ribbon Books, 1912.
(Daqui)
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Interrogar o riso
Ainda a propósito do riso, cito, do catálogo da exposição "Riso", que decorreu no Museu da Eletricidade, em Lisboa, de 19 de outubro de 2012 a 17 de março de 2013:
"Rimos de quê? De nós e dos outros, da vida e da morte, do bem e do mal, da felicidade e da desgraça, da autoridade e da anarquia, dos deuses e dos demónios, da terra e do céu.
Rimos como? Com a mente e com o corpo, com o som e com o silêncio, com alegria e com tristeza, com generosidade e com agressão, com compreensão e com intolerância, com inteligência e com estupidez, com bondade e com maldade, com subtileza e com grosseria, com oportunidade e sem ela.
Rimos porquê? Porque queremos ser superiores àquilo de que rimos, porque queremos que a nossa inferioridade resista à superioridade dos outros, porque queremos vingar-nos do que nos fizeram, porque queremos afirmar poder e saber, porque queremos mostrar indiferença ao que não nos é indiferente, porque queremos que reparem em nós, porque queremos criticar, porque queremos castigar o que achamos mal, porque queremos disfarçar, porque queremos esconder, porque não temos palavras para dizer o que queremos dizer, porque nos fazem cócegas, porque estamos nervosos, porque estamos carentes, porque temos medo, porque temos vergonha, porque queremos mudar de assunto, porque achamos graça, porque queremos ter graça, porque somos loucos, porque estamos felizes."
Nuno Crespo et alii, "Riso, modos de usar" in Riso, Lisboa, Fundação EDP e Tinta da China Edições, 2012, pp. 26 e 27.
A menina ri; ri de quê?
No início do ano letivo, uma professora que estava a dar aulas à noite há vários anos e que, pelas contingências de horário, se via remetida ao ensino diurno, lamentava-se:
- O quê? A sério? É preciso isso? O ensino tornou-se tão chato!
Tinha razão, a colega, e não só por causa das inúmeras "grelhas". De facto, a burocracia não se traduz apenas em muita "papelada" - grelhas de avaliação, relatórios, critérios, parâmetros, listas e etc. -, mais grave que toda esta inutilidade é o fechamento do espírito. Criou-se o hábito das receitas, dos textos conformes a modelos, propícios a uma abordagem estruturalista, segura e conducente a leituras consensuais. Está bem amarrado, o professor, como estão atados, de pés e mãos, os alunos. Talvez por isso o cinzentismo impere: os Meninos não gostam de ler, os Mestres não têm prazer em ler-lhes; o famigerado Programa insiste nos textos dos media e do domínio transacional; a poesia, de preferência épica ou lírica, vá lá, ainda se aceita, mesmo se for para dizer que não se percebe nada; já o humor... Oh, não! C'horror! Então, essas coisas na sala de aula?
Fui reparando, ao longo dos anos, que a adolescência é muito mais conservadora do que aquilo que se pensa, a diferença é que, em tempos, a confiança no professor, no seu saber e na sua seriedade, era maior. Por outo lado, a pressão das "notas" e das "médias" era, talvez, menor. Agora, nas turmas do ensino regular, ditas "normais", constituídas por alunos que querem tirar cursos superiores e ocupar cargos de responsabilidade, quiçá de chefia, é preciso medir o que se diz com a bitola do politicamente correto, não vá alguma alma ficar chocada por qualquer murmúrio não previsto no breviário da tacanhez. Ainda assim, há oásis de liberdade. Em nome da liberdade, chamo à sala Cesariny, Alexandre O'Neill, Natália Correia, Nuno Artur Silva, Inês Fonseca Santos, Ricardo Araújo Pereira, António Lobo Antunes, Fernando Ribeiro de Mello e tantos outros, até O meu Pipi* (Ai! Agora é que resvalou.)
*Aqui um exercício de autocensura: "Este foi só de raspão, por engano..."
domingo, 20 de outubro de 2013
"insistir e esperar"
Leituras de fim de semana: José Tolentino Mendonça
As crónicas de José Tolentino Mendonça no Expresso (Revista) tornaram-se de leitura esperada. A cada fim de semana, o pensamento e a escrita fluída, bela e profunda deste homem, poeta e padre, iluminam o mundo em redor e o interior. Neste sábado, era possível ouvir um hino à vida e ao perdão. Nestas passagens, por exemplo:
"Pode parecer estranho, mas a dada altura agarramo-nos à dor como se ela fosse um heroísmo e pomo-nos a expor feridas como quem exibe condecorações. O nosso desígnio, inconfessado, mas claríssimo, passa a ser atravessar a vida (e o que nos resta dela) com o estatuto de vítima. "
"Muitas vezes aproveitamos a dor para nos instalarmos nela. Preferimos ficar a esgravatar na ferida, a comer diariamente o pão velho da nossa maldade, em vez de termos sede de beleza, desejo de outra coisa. Parece que aquilo que aconteceu (e de mal, ainda por cima) saciou-nos completamente. As ofensas recebidas revelam-nos um duro e irónico retrato de nós. Ora, para perdoar é preciso ter uma furiosa e paciente sede do que (ainda) não há. O perdão começa por ser uma luzinha. E é bom insistir e esperar."
"Dizemos que certas coisas não têm perdão - ou que nunca nos perdoaremos a nós próprios. Mas perdoamos - fazemo-lo a todo o momento."
Expresso: Revista, 19/0ut/2013
Umas leituras convocam outras, e esta chamou um livro maravilhoso, do mesmo autor, José Tolentino Mendonça - Nenhum caminho será longo: Para uma teologia da amizade:
"Que quer dizer: «Tu és deveras meu amigo?» Simão compreende finalmente Jesus; que Jesus não nos pede o que nós não somos capazes de dar. Ele aceita a nossa amizade que fraqueja, os nossos sins ainda incipientes, os passos que damos vacilantes. Para fazer-nos subir até si, Jesus desce até nós.
O Evangelho conta que Pedro ficou triste por Jesus se ter de adaptar à nossa humanidade. Mas é esta adaptação de Jesus, esta aceitação radical da nossa pobreza, este seu caminhar incessante ao encontro da nossa amizade, a fonte da nossa esperança. E tal como ao primeiro entre os discípulos, também a nós, a cada um de nós, Jesus repete apenas: "Segue-me.»" (p. 70)
José Tolentino Mendonça, Nenhum caminho será longo: Para uma teologia da amizade, Lisboa, Paulinas Editora, 2012.
[E nós, aceitamos? E, tão importante, confiamos?]
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Surpresas
Vinha a caminho de casa a olhar para anteontem, quando a caixa do correio resolveu surpreender-me: em vez das cartas circunstanciais do costume, promessas de "Grande Aventura" e "Super Fim de Semana", au Lidle. Nem mais!
Nem mais, disse? Havia mais: a oferta de um exemplar da revista Visão (nº 1076 - 17 a 23 de outubro de 2013), com uma belíssima crónica de António Lobo Antunes - "Olhar para ontem".
Cito:
"[...] tanto tédio, tanto ressentimento, tanto cansaço, se mudasses de penteado, se comprasses uns vestidos novos, se usasses saltos mais altos, se me surpreendesses, tornámo-nos tão quotidianos, meu Deus, tão monótonos, não dizes nenhuma coisa que me interesse, não digo nenhuma coisa que te interesse e não é possível não dizermos nunca seja o que for que não interesse o outro havendo pessoas que nos acham divertidos, cultos, se calhar fascinantes [...]"
(O possível é vasto, e a esperança também, diz a vozinha intrometida.)
Li pouco Lobo Antunes; as crónicas leio, com um prazer sempre renovado, já os romances esquivam-se, desde aquele dia, nos verdes anos da adolescência, em que não consegui continuar o Caminho do Inferno. A intensidade, o susto, o medo, ou lá o que era, obrigou-me a fechar o livro. Esta reação intempestiva, irracional, só me aconteceu com outro escritor, Mishima, não me lembro do título do romance. A força narrativa e expressiva destes textos, um dia, longe, obrigaram-me a desviar o olhar. Não me esqueci.
As coisas novas e velhas vêm e vão, vão e vêm, nunca nos deixam sós nem deixam de nos surpreender. Hoje, também a antiga mesa de estudo, restaurada, mas com uma leve folga no tecido a lembrar o tempo passado, me saudou. Convidava-me para uma bisca lambida ou para cair nas profundezas dos calhamaços sábios?
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
"Servidões" (Herberto Helder)
Cine Povero: um vídeo para um poema de Herberto Hélder - "Um quarto dos poemas é imitação"
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Barómetro
Não entendo a razão para a polémica que se diz andar por aí. O barómetro é o da crítica e do ruído à volta dos livros e dos seus autores, por isso é tanta a vozearia; comentam-se e indignam-se uns aos outros, é o que é. Para o público mais leitor de jornais que de livros tem interesse. Também é sempre gratificante relembrar Alexandre O'Neill, Carlos de Oliveira, Knopfli, Ferreira de Castro, ficar com vontade de procurar as narrativas de Teresa Veiga. Considero injusta a desvalorização de Torga, muito lido, e merecidamente; nem entendo a menção a certo jornalista autor. Enfim, também esta leitora tem os seus gostos e antipatias. Onde estão Luísa Dacosta, Maria Gabriela Llansol ou Rui Nunes? Onde Vergílio Ferreira, Aquilino, Luiza Neto Jorge e outros?
Seja como for, não nego a importância da crítica literária jornalística para a divulgação dos livros, para a promoção da leitura e para a criação de novos leitores, para sacudir o pó a alguns nomes há muito adormecidos nas estantes dos armazéns ou de recuadas bibliotecas. Os livros, de poesia ou prosa, precisam igualmente destas vozes para chegarem às mãos dos muitos que os poderão resgatar ao tempo devorador. De facto, não vivem só de estudos académicos, de eruditos e de criadores (outros poetas, outros escritores), de leitores amadores, ainda que todos estes sejam muito importantes. O que cansa é a algazarra, a vida social reunida à volta dos "encontros", das "tertúlias", dos lançamentos, dos suplementos dos jornais, das revistas, a intriga e a maledicência. São os lobbies, dizem, as influências, é a moda. Mas alguém desconhecia a existência de acantonamentos revisteiros, de redes, de estrelas de plástico...? Basta andar por aí, ter olhos e ver, e ler, ter ouvidos e ouvir...
(...de qualquer modo, não faz mal dar o nome às coisas dos "bastidores" e publicá-las, dá-las a conhecer, pois há sempre alguém distraído.)
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