in memoriam
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Quo vadis, Portugal?
A identidade nacional e a consciência coletiva são temas do novo programa de Português do ensino secundário. Aqui ficam alguns excertos retirados do projeto escolar Intertextos 10 (Plátano Editora: 2015). Servem para reflexão, ainda que melancólica.
A
presença de um herói coletivo - o povo português - e a narração dos seus feitos,
nomeadamente no que diz respeito à consolidação da identidade portuguesa e da
memória coletiva nacional, aproximam a Crónica de D. João I do género épico
[...]. Na verdade, esta crónica inaugura o sentimento nacionalista na
literatura portuguesa; [...] marca a verdadeira independência da nacionalidade,
baseada na vontade coletiva de um povo, como fica atestado nas Cortes de
Coimbra, em 1385.
Não
é, pois, de estranhar que esta crónica tenha posteriormente servido intuitos
nacionalistas, nomeadamente em épocas de imperiosa necessidade de afirmação da
independência nacional: em 1642, o Santo Ofício dá o parecer positivo para a
sua edição; em 1897, Luciano Cordeiro vê a edição da crónica como uma arma
contra as pretensões unionistas da Federação Ibérica. Rodrigues Lapa considera
a Crónica de D. João I, a par de Os Lusíadas, um “breviário de
portuguesismo”, um “alimento de energias cívicas” (Lapa, 1956: 352). Todavia,
existem claras diferenças entre estas duas epopeias: enquanto o texto de Fernão
Lopes constitui um momento inaugural do nacionalismo português e tem, portanto,
um caráter mais prospetivo, Os Lusíadas é uma obra de feição mais
retrospetiva, uma glorificação desencantada ou, no dizer de A. J. Saraiva e
Óscar Lopes, uma “epopeia póstuma, inspirada pelo sentimento de uma deceção que
quer negar-se, e vibrando de inquietações acerca do destino nacional (social e
humano)” (Lopes e Saraiva, [1982]: 136).
Ana Cristina Correia
Gil. A Identidade Nacional na Literatura Portuguesa: de Fernão Lopes ao fim do
Século XIX, dissertação de doutoramento, apresentada à Universidade dos
Açores em 2005.
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| Crónica de D. João i, de Fernão Lopes |
Toda
a cidade era dada a nojo, cheia de mezquinhas querelas, sem neuũ prazer que i
houvesse: uũs com gram mingua do que padeciam; outros havendo doo dos
atribulados; e isto nom sem razom, ca, se é triste e mezquinho o coraçom
cuidoso nas cousas contrairas que lhe aviinr podem, veede que fariam aqueles
que as continuadamente tam presentes tiinham? Pero, com todo esto, quando
repicavom, nenhum nom mostrava que era faminto, mas forte e rijo contra seus ĕmigos.
Esforçavom-se uũs por consolar os outros, por dar remedio a seu grande nojo,
mas nom prestava conforto de palavras, nem podia tal dor ser amansada com neũas
doces razões; e assi como é natural cousa a mão ir ameúde onde é a dor, assi uũs
homĕes, falando com outros, nom podiam em al departir senom em na mingua que
cada uũ padecia. […]
Ora
esguardae, como se fossees presente, ũa tal cidade assi desconfortada e sem neũa
certa feúza de seu livramento, como veviriam em desvairados cuidados quem
sofria ondas de taes aflições? Ó geeraçom que depois veo, poboo bem aventuirado,
que nom soube parte de tantos males nem foi quinhoeiro de taes padecimentos! Os
quaes Deos por Sua mercee prougue de cedo abreviar doutra guisa, como acerca ouvirees.
Fernão Lopes. Crónica de D.
João I. Lisboa: Comunicação, 1992. Edição crítica de Teresa Amado.
145 No mais,
Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Dhũa
austera, apagada e vil tristeza.
146 E não sei por que
influxo do Destino
Não tem um ledo orgulho e geral gosto,
Que os ânimos levanta de contino
A ter pera trabalhos ledo o rosto.
Por isso vós, ó Rei, que por divino
Conselho estais no régio sólio posto,
Olhai que sois (e vede as outras gentes)
Senhor só de vassalos excelentes.
Luís de Camões. Os Lusíadas. Porto: Porto Editora, 1990. Edição crítica de Emanuel
Paulo Ramos.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
"Intertextos 10" - Novo manual de Português
Ana Eustáquio, Gisela Peixoto, Paulo Simões Mendes.
Intertextos 10. Lisboa: Plátano Editora, 2015.
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Alguns pontos fortes:
1. Criatividade, autonomia e partilha de conhecimentos.
2. Autoavaliação e avaliação formativa.
3. Níveis de aprendizagem diferenciados, trabalhados segundo uma ordem escalar de complexidade.
4. Coerência entre os vários componentes do projeto.
5. Seleção de textos criteriosa e coerente, com inúmeras ligações entre si, entre domínios, e a outras expressões artísticas e temas da atualidade.
6. Trabalho extenso e diversificado sobre os géneros formais do oral e da escrita, bem como sobre os domínios da leitura e da educação literária.
7. Propostas inovadoras de atividades criativas, em várias modalidades: antologia de poesia, trabalhos de grupo, criação de um Calepino... e muitas outras.
8. Anexos informativas e outros instrumentos de apoio ao estudo.
9. Orientações precisas para todas as obras do projeto de leitura.
6. Trabalho extenso e diversificado sobre os géneros formais do oral e da escrita, bem como sobre os domínios da leitura e da educação literária.
7. Propostas inovadoras de atividades criativas, em várias modalidades: antologia de poesia, trabalhos de grupo, criação de um Calepino... e muitas outras.
8. Anexos informativas e outros instrumentos de apoio ao estudo.
9. Orientações precisas para todas as obras do projeto de leitura.
10. Grafismo atrativo, motivador e adequado ao público-alvo.
11. Exploração pedagógica das tecnologias de informação e comunicação.
12. Rigor científico, conceptual, linguístico e gráfico.
13. Aprendizagem integrada, assente no papel ativo do aluno, combinando «reflexão e fruição».
14. Valorização das dimensões cultural, literária e linguística da língua portuguesa.
Em suma,
O projeto Intertextos 10
- Apresenta rigor científico, linguístico, conceptual e gráfico.
- Está plenamente de acordo com o Programa e as Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário.
- Tem qualidade didático-pedagógica, sendo a informação, a organização e as imagens adequadas e adaptadas ao nível etário dos alunos.
- Não faz publicidade ou propaganda, nem veicula valores contrários àqueles que estão consagrados na Constituição.
- Promove a reutilização do manual.
- Tem um preço justo e um peso equilibrado.
- É um projeto completo e coerente que não requer "fotocópias futuras".
Em suma,
O projeto Intertextos 10
- Apresenta rigor científico, linguístico, conceptual e gráfico.
- Está plenamente de acordo com o Programa e as Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário.
- Tem qualidade didático-pedagógica, sendo a informação, a organização e as imagens adequadas e adaptadas ao nível etário dos alunos.
- Não faz publicidade ou propaganda, nem veicula valores contrários àqueles que estão consagrados na Constituição.
- Promove a reutilização do manual.
- Tem um preço justo e um peso equilibrado.
- É um projeto completo e coerente que não requer "fotocópias futuras".
domingo, 12 de abril de 2015
Intertextos 10
sábado, 11 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sexta-feira Santa
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| Niccollò dell' Arca. Pranto sobre Cristo Morto [pormenor] (1463-1490) DAQUI |
Epitáfio
Querida vida,
pobre pó.
Tão pó a pó.
Após, a pó.
Luiza Neto Jorge. A Lume. Lisboa: Assírio e Alvim, 1989.
domingo, 15 de março de 2015
Caminhos novos
sábado, 21 de fevereiro de 2015
na morte de Luísa Dacosta
Luísa Dacosta (16/02/1927 - 15/02/2015)
Nestes dias, que fazer senão folhear a obra esplendorosa de Luísa Dacosta e ler?
Nestes dias, que fazer senão folhear a obra esplendorosa de Luísa Dacosta e ler?
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| [Sem título] Desenho de Tiago Manuel incluído no início de Um Olhar Naufragado: Diário II. 2008 |
[...] a Língua foi a última mitologia que habitei, descrente já dos mitos que me tinham habitado: o de Tristão e Isolda, o de Narciso, um Narciso que não se procurou na sua própria imagem, mas na do outro, o de Penélope, o de Ceres, e os que tinha criado para «A-Ver-o-Mar» e «Morrer a Ocidente» a partir dos nomes das praias e da sereiazinha da igreja de Rates, o de Amor e Morte, que criei para o prefácio de «Corpo Recusado». A Língua foi, por razões várias, a minha última mitologia, graças a raízes longínquas. [...]
Que maior mitologia do que a Língua?
Corriam-se colinas de ilusão e realidade com ela, capaz de nos permitir jogar ao chinclimpé com o tempo. Tão depressa na eternidade do ser, onde tudo é e nada passa - «Era um pássaro e era uma menina.» - como no desgaste de estar (ex) fora do paraíso, onde o tempo foge e se esgota. Mas ainda (tão amigo!) devagar, devagarinho, onde não se fazia, mas se podia prolongar a acção com a perifrástica e estar-se a fazer ou ir-se fazendo. Depois havia os verbos incoativos, que também travavam o passo ao desgaste do tempo, porque só davam o começo da acção, como um «amanhecer» de esperança. E ainda os frequentativos, os da continuidade, sem fim, como se não estivesse em causa a vida, mas duma torneira mal vedada se tratasse. Podia ainda prolongar-se o tempo do desgaste com aquelas palavras, longas, os advérbios de modo - tão minhamente queridas! - e que tão bem serviram o traço, impressionista, de Cesário: «amareladamente, os cães parecem lobos». Língua com uma concepção agostiniana do tempo, já que o presente era capaz de dar, embora com bracinho, curto, o passado próximo, e o futuro próximo e longínquo, como se o desejo os tornasse presentes na nossa mão. Quando se recuava para o passado, logo com o imperfeito, podia-se não apenas trazê-lo de volta, mas torná-lo presente, enquanto quiséssemos, visto que a acção se suspendia. Ou recuar ainda mais com o mais-que perfeito, que tanto lhe servira, já que se «sonhara», desde sempre. Oh! Língua amada que até o particípio passado, quando regular, não estava morto, mas englobava o tempo, durativo, da acção, já que «emurchecido» era muito mais expressivo do que «murcho»! Língua mítica, mítica, mítica!
Capaz de englobar o tu na respiração do desejo e torná-lo posse do eu na forma mesoclítica do futuro:
(eu) amar-te(tu)-ei(eu)
E esse futuro nem sequer era inalcançável já a Língua admite (e deve ser a única) a conjugação pessoal no infinito, por definição fora do espaço, do tempo e da circunstancialidade. Que haverá de mais mitológico? Do que amar e ser amada, na passagem do estar ao ser. Tristão e Isolda eram, afinal, possíveis! A Língua era a certeza de uma utopia, que a vida lhe tinha negado: uma amor durativo, de sempre e para sempre, liberto do desgaste do tempo e da circunstancialidade. [...]
Luísa Dacosta. Um Olhar Naufragado: Diário II. Alfragide: Asa, 2008.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Pessoa e a heteronimia
«No quadro dos heterónimos, bem como de toda a escrita ficcional ou ensaística que assinam os nomes de Pessoa, a arquictetura da dissolução ou da multiplicação ou do vácuo do "eu" constitui um dos fios que sempre se encontram. Excepto em Caeiro, e é isso que o torna capaz de ocupar o lugar de Mestre. Ao passo que a consciência de não existir, ou de existir a si mesmo se opondo, atormenta todos os outros, desesperados reflexos sem corpo, em Caeiro encontramos a paz de dizer "eu" e de isso significar, de facto, "eu", sem ambiguidades, sem sonhos e sem fantasmas. É isto que Eduardo Lourenço mostra, aliás, em Pessoa Revisitado, ao referir a vontade que anima Caeiro de regressar "àquele ponto anterior à cisão (2ª ed., 1981: 40).»
Fernando Cabral Martins. «A ciência das imagens». Pessoa's Alberto Caeiro. Portuguese Literary & Cultural Studies 3. Center for Portuguese Studies and Culture. University of Massachusetts Dartmouth: 2000. p. 137.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
T.P.C. - A representação da natureza e a experiência amorosa num soneto de Camões
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| Giorgione Concerto Pastoral c. 1509-1510 (pormenor) |
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos of'rece,
me está, se não te vejo, magoando.
Sem ti, tudo me enoja e me avorrece;
sem ti, perpetuamente estou passando,
nas mores alegrias, mór tristeza.
Luís de Camões. Lírica Completa II. Prefácio e notas de Maria de Lourdes Saraiva. Lisboa: INCM, 1994.
Tópicos de análise:
Natureza: brandura; idealização.
Experiência amorosa: dureza; mágoa.
Sugestões bucólicas
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Pó
EM DIA DE CINZAS, SOBRE AS PALAVRAS - QUIA PLUVIS ES
Melhor há de mil anos que me grita
Um voz, que me diz: És pó da terra!
Melhor há de mil anos que me desterra
Um sono, que esta voz desacredita.
Diz-me o pó que sou pó, e a crer me incita
Que é vento quanto nesse pó se encerra;
Diz-me outro vento que esse pó vil erra.
Qual destes a verdade solicita?
Pois, se mente este pó, que foi do mundo?
Que é do gosto? que é do ócio? que é da idade?
Que é do vigor constante e amor jocundo?
Que é da velhice? que é da mocidade?
Tragou-me a vida inteira o mar profundo!
Ora quem diz sou pó, falou verdade.
Melhor há de mil anos que me grita
Um voz, que me diz: És pó da terra!
Melhor há de mil anos que me desterra
Um sono, que esta voz desacredita.
Diz-me o pó que sou pó, e a crer me incita
Que é vento quanto nesse pó se encerra;
Diz-me outro vento que esse pó vil erra.
Qual destes a verdade solicita?
Pois, se mente este pó, que foi do mundo?
Que é do gosto? que é do ócio? que é da idade?
Que é do vigor constante e amor jocundo?
Que é da velhice? que é da mocidade?
Tragou-me a vida inteira o mar profundo!
Ora quem diz sou pó, falou verdade.
D. Francisco Manuel de Melo
In Natália Correia, Antologia da poesia do período barroco, Lisboa, Morais Editores, 1982.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Boogie woogie
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Literatura e ensino do português
Um livro interessante seguido de debate:
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| José Augusto Bernardes e Rui Afonso Mateus. Literatura e Ensino do Português. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013. |
Carlos
Fiolhais, «Prefácio» in João Augusto Bernardes e Rui Afonso Mateus. Literatura e Ensino do Português.
Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013.
«Frequentar glossários, escandir versos, identificar figuras de
retórica e outros processos técnico-formais, conhecer a história factual e os
pressupostos ideológicos de um texto ou de um autor, integrar uma obra num
determinado movimento ou escola, relacionando-a com um quadro, um filme ou uma
peça musical, eis as atividades que defendemos para balizar a cultura literária
de um professor de Literatura no século XXI. Não nos parece que essas atividades possam encontrar
correspondência, no passado, num só tempo de formação e de exercício da
docência. Julgamos, aliás, que a novidade da proposta que aqui se deixa
consiste, tão-só, na conjugação de componentes que antes prevaleciam com
exclusão de outras. Trata-se, bem o sabemos, de um modelo de caráter
superlativo; mas, pelos motivos já enumerados, cremos que não pode deixar de
ser assim. Justifica-o a necessidade de reagir contra um estado de crise, não
com desespero, mas com lucidez e algum sentido prático. Todos sabemos como a
resposta a uma situação deste tipo se revela infrutífera se não vier
acompanhada de alguma contrição e de suficiente veemência. A alternativa, neste
caso, é só uma: a de o saber literário continuar a ser tomado por aleatório, diletante ou mesmo ocioso.
[...]
O
maior desígnio do novo modelo formativo que aqui advogamos, porém, é o de
formar professores mais humildes.
Esperamos que esta palavra de profundo significado moral (e até teológico) não
surpreenda, nesta ocasião. Na verdade, a circunstância provada de se ensinar
tão pouco a partir de textos literários pode facilmente criar nos professores a
sensação de que sabem muito mais do que necessitariam para cumprir o que os
programas estabelecem. E não é assim, de facto. A verdadeira humildade só se
robustece com a tentativa de conhecer. Só perseverando nessa gostosa escalada
nos apercebemos do muito caminho que sempre nos faltará percorrer. Permanecendo
num nível baixo de conhecimento mas, ainda assim, inevitavelmente acima do dos
alunos, pode assaltar-nos a tentação de acreditar que estamos no alto de alguma
coisa, quando, afinal, não passámos dos primeiros degraus de uma imensa escada.
Cada novo patamar que se conseguir alcançar (através da leitura de livros e da
participação em atividades de formação) constituirá um ganho para o
profissional do ensino. Sabendo um pouco mais, ensinará sempre um pouco melhor
e, sobretudo, estará em muito melhores condições para servir de exemplo aos
seus alunos, os quais são, sobretudo, leitores a conquistar.»
José Augusto Bernardes e Rui Afonso Mateus. Literatura
e Ensino do Português. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013.
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