Últimas leituras?
É o reencontro com a literatura norte-americana (gosto tanto, tanto), a revisitação de Adriano Moreira e do seu lúcido pensamento, que transporta esperança, por fim, uma passagem por Herman Hesse. Por agora, fico com Philip Roth, A Mancha Humana.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
domingo, 21 de agosto de 2016
Regresso a casa
domingo, 14 de agosto de 2016
Excelente - Lucia Berlin
Primeira leitura de férias - Lucia Berlin. Excelente.
Stephen Emersen reuniu neste volume os melhores contos (short stories) de Lucia Berlin; são textos de extensão variável, mas geralmente curtos, inesperados e empolgantes, de uma grande vivacidade e riqueza humana.
Lucia Berlin, Manual para mulheres da limpeza,
Lisboa, Alfaguara, 2016.
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Ressalve-se, ainda, que estes contos têm uma grande unidade entre si, seja pela recorrência de personagens, seja pelo espaço físico e social, seja pela evolução de algumas situações, seja, principalmente, pela narradora/protagonista e pelo ponto de vista. O livro poderia mesmo ser lido como uma espécie de autobiografia romanceada em fragmentos, se é que a classificação quanto ao género é possível ou pertinente.
A ler. Recomendo.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Eu sou o zé das couves
«Eu já não sou tropa viva - nem morta sequer: tenho aqui umas couves galegas que vou depenando para o caldo de todos os dias com que Deus ainda acode à gente. Em a décima mo levando... a décima e o quinto, e o subsídio literário (oh meu comandante, subsídio literário para esta gente que aborrece e persegue as letras!) e a câmara municipal, e o administrador do concelho, e os enjeitados, e a côngrua do pároco, e o cruzado para as estradas... Paciência, morrerei aqui a um canto, mas não lhes hei-de pedir nada a eles: hei-de seguir o nobre exemplo do meu comandante.»
Almeida Garrett, O Arco de Santana, Porto, Lello, s.d, p. 25.
domingo, 15 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Fugas
Aos amigos doentes
SAÚL DIAS
A alegria do poeta doente
O Poeta doente
escreve versos na enfermaria.
Mesmo na dor
a sua alma é contente
se uma rima fugace
poalha de harmonia
um verso recortado...
(O que diria
quem o encontrasse
agora
a rir perdidamente?!...)
Perdido no oriente!...
tanta, tanta alegria!...
MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
Carreirismo
Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa, seu pai admoestou-o.
Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina, seu pai pô-lo na rua.
Voltou passados vinte e dois anos, com chofér fardado.
Era Director Geral das Polícias. Seu pai teve o enfarte.
LUÍS MIGUEL NAVA
Teatro
Na selva dos meus órgãos, sobre a qual foi desde sempre a pele o firmamento, ao coração coube o papel de rei da criação.
Ignoro de que peça é todo este meu corpo a encenação perversa, onde se vê o sangue a rebentar contra os rochedos.
Do inferno, aonde às vezes o sol vai buscar as chamas, sobre ele impiedosamente jorram os projectores.
Clara Crabbé Rocha (org), A caneta que escreve e a que prescreve: doença e medicina na literatura portuguesa - Antologia, Lisboa, Verbo, 2011.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
A terra remexe
«A terra remexe. Sinto um esforço e revive o suor da desgraça; um arranco na profundidade, e todas as primaveras dispersas não tardam, uma atrás da outra, a reflorir.»
Raul Brandão, Húmus, Lisboa, Frenesi, 2000, p.41 (1ª ed.: 1917).
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