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| Jorge Carrión, Livrarias: uma história de paixão, comércio e melancolia, Lisboa: Quetzal, 2017. |
No nosso século, há vários mecanismos económicos para baixar o preço dos livros e, assim, facilitar o acesso a este bem cultural: o IVA a 6%, os descontos habituais das editoras e livrarias, as feiras que reforçam aquele desconto... As funções que venho a desempenhar implicam a consideração do livro também como produto comercial, o que é uma perspetiva nova (seminova, vá) e até interessante. Talvez não seja má ideia considerar, igualmente, o circuito do livro usado, seja enquanto objeto de leitura, seja como produto transacionável ou partilhável; nesta dimensão, para além das editoras, livrarias e distribuidoras, há a considerar as bibliotecas, os alfarrabistas e, é claro, o leitor e as suas relações sociais e, especialmente, a sua relação com os livros, a leitura e os outros leitores...
Para já, olho para os livros enquanto leitora, com poucos hábitos de requisições em bibliotecas, tendo privilegiado sempre a compra, salvo situações de estudo e trabalho, obviamente. Assim sendo, as livrarias ocupam um lugar importante no meu imaginário; este facto não será alheio ao gosto da leitura do livro de Carrión supracitado - Livrarias: uma história de paixão, comércio e melancolia. O autor refere três livrarias portuguesas: a Bertrand (do Chiado, não a rede com pontos de venda em qualquer centro comercial), a Lello e a Ler Devagar. Conheço as duas primeiras; gosto da Bertrand; quando visitei a Lello não me senti numa livraria, senti-me numa feira barulhenta onde se compram livros para abater o preço do bilhete e bugigangas para levar para casa e oferecer aos amigos como lembrança da "livraria mais bela do mundo".







