quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2077 - 10 Segundos Para o Futuro - Episódio 1 - RTP Play - RTP

2077 - 10 Segundos Para o Futuro - Episódio 1 - RTP Play - RTP

Um documentário muito interessante, com excelente qualidade.

Sinopse:
"Inteligência Artificial. Nanotecnologia. Fusão Homem/Máquina. Genética
Estamos no ponto de partida de uma mudança tecnológica exponencial. Nas próximas décadas viveremos a desmaterialização da tecnologia. Os computadores abandonarão as secretárias para se instalar nos olhos, nas paredes e em tudo o que nos rodeia. Os chips estarão integrados em praticamente tudo à nossa volta, transmitindo informação vital. A qualidade e a esperança média de vida aumentarão espantosamente e o envelhecimento será retardado. Teremos capacidade de escolher genes para os nossos filhos e criar novas formas de vida.
Em 2007, um smartphone tinha mais potência do que os computadores da NASA que levaram o homem à Lua em 1969. Em 2077 é provável que controlaremos os objetos à nossa volta através do pensamento. É unânime a opinião de que a revolução em curso é a maior e mais rápida de todas, com a interceção da genética, da nanotecnologia e da inteligência artificial. As consequências são inúmeras e transversais, com grande impacto na saúde.
No entanto, a ascensão da máquina lança desafios sem precedentes, até a possibilidade de extinção da própria Humanidade.
No ano em que a cadeia de televisão pública portuguesa comemora 60 anos, vamos à descoberta do Futuro, através de uma série documental de prestígio com 4 episódios: "2077 - 10 Segundos Para o Futuro". 
O Futuro a 60 anos. Em cada episódio contamos com um testemunho imaginário em 2077 e com as opiniões de grandes futuristas e cientistas internacionais sobre as grandes inovações e desafios que a Humanidade tem pela frente. 
Onde e como vamos estar daqui a 60 anos? As próximas décadas vão sofrer a maior e mais veloz transformação de sempre. Na tecnologia, na ciência, no ambiente, nas relações interpessoais. Vivemos numa espécie de grande acelerador de ciência, em que o ritmo das descobertas não pára de surpreender. Nas últimas décadas acumulou-se mais conhecimento científico do que em toda a história da Humanidade. Em 2077 esse conhecimento científico terá duplicado várias vezes. 
Vale a pena dar um salto ao Presente e perguntar: de que forma os nossos atos de hoje vão ter consequências no futuro? As nossas escolhas mudam o mundo."

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Últimas leituras de 2017, releituras em 2018

Conversas entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrière conduzidas por Jean-Philippe de Tonnac: 

«As variações em torno do objecto livro não lhe modificaram a função, nem a sintaxe, há mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não se pode fazer melhor.» (Umberto Eco)

Umberto Eco e Jean-Claude Carrière. Não contem com o fim dos livros. Gradiva, 2017


João Lobo Antunes, "Ouvir com Outros Olhos":
"De todas as experiências que marcam a nossa jornada por este mundo, é a experiência da doença que nos ameaça a vida que grava incisão mais profunda na essência do que somos, na «fraternelle jointure» da alma e do corpo de que fala Montaigne. Não o faz com o gume de uma lâmina, mas como se um monstruoso insecto de múltiplos ferrões injectasse em nós, por cada um deles, um veneno diferente que ataca uma parte específica do todo."
João Lobo Antunes, "O consolo das Humanidades" In Ouvir com Outros Olhos, Lisboa, Gradiva, 2015, p. 35.

sábado, 16 de setembro de 2017

Mário de Sá-Carneiro

Algures na net...
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!


Mário de Sá-Carneiro, Poesias, Ática, 1989.

domingo, 30 de abril de 2017

"Luísa Dacosta - Espelhos de Palavra: In Memoriam"

Decorreu ontem na Biblioteca 
Municipal da Póvoa do Varzim a apresentação do livro de homenagem a Luísa Dacosta Espelhos de Palavra, org. de Paula Morão. O volume contém seis textos, entre os quais três ensaios que focam três obras (com incursões por outros títulos): A-Ver-O-Mar, Morrer a Ocidente e Planeta desconhecido e romance da que fui antes de mim; constituem três leituras distintas, mas complementares, que evidenciam a representação do Eu na obra desta extraordinária escritora, bem como os seus mitos e espelhos.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Literacia mediática e redes sociais

O que é a literacia mediática?

A Comissão Europeia apresenta-nos esta definição de literacia mediática:

«Em geral, define-se literacia mediática como a capacidade de aceder aos media, de compreender e avaliar de modo crítico os diferentes aspectos dos media e dos seus conteúdos e de criar comunicações em diversos contextos. […] As mensagens dos media são conteúdos informativos e criativos incluídos em textos, sons e imagens transmitidos mediante diferentes tipos de comunicação, nomeadamente televisão, cinema, vídeo, sítios Web, rádio, jogos vídeo e comunidades virtuais.» (Comunicação da  Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões - Uma abordagem europeu da literacia mediática no ambiente digital, 2007.)

Na mesma comunicação, incluem-se nesta literacia os meios de comunicação social, as mensagens dos media (conteúdos informativos e criativos, sob a forma de texto, som ou imagem), os canais de distribuição (televisão, cinema, vídeo, sítios da Web, rádio, jogos vídeo, comunidades virtuais), a comunicação comercial (publicidade), obras audiovisuais (cujo acesso é facilitado pelas tecnologias digitais) e ambientes em linha. De tudo, destaco as comunidades virtuais e, por exemplo, o Facebook. Esta rede social potencia a comunicação, tanto pessoal como de trabalho, sendo, portanto, uma mais-valia em termos informativos, comerciais e de acesso a informação e ligação a outras pessoas; mas quem se dará conta da quantidade de dados pessoais de que dispõe e que pode usar, e usa, para fins comerciais da empresa, de segurança ou outros, sempre em detrimento da privacidade?

Segundo Timothy Garton Ash (2017)*, as questões da privacidade e da liberdade nas redes sociais são muito relevantes. Refere a este propósito:

«Se acreditamos que diferentes níveis de privacidade e de exposição pública são essenciais para a riqueza da liberdade de expressão, e quando já tiver sido feito tudo o que é possível pela lei, pela regulamentação e pelas normas tecnológicas e industriais, iremos portanto ter de considerar ainda como é que nessas condições drasticamente alteradas escolhemos falar. [...] [P]odemos refletir sobre como usamos o Facebook e as outras plataformas. Se dominarmos suficientemente as configurações de privacidade para limitarmos com quem partilhamos as coisas, e formos capazes de as remover mais tarde - porventura com a ajuda de algo como os prazos de validade incorporados de Mayer-Schönberger - podemos começar a restaurar as tradicionais limitações de tempo e de espaço que a internet pulverizou. Isso deixa-nos livres para utilizarmos a capacidade que a internet para transcender tempo e espaço quando realmente quisermos [...].» (p. 98)

Têm os utilizadores das mencionadas redes sociais consciência destas questões e literacia mediática e digital suficiente para "escolherem"?


* Timothy Garton Ash. O firme princípio da liberdade. Ler. Inverno de 2016/2017. nº 144.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A morte é de todos e virá

O debate sobre a eutanásia incomoda, ainda mais quando os argumentos se revestem de tom de autoridade e de abstrações sobre eventuais livres arbítrios, envolvidos em julgamentos morais. É tão triste que a resposta ao sofrimento seja a morte e a ideia, por vezes implícita, de que não há dignidade nem amor na dor de quem está de partida ou de quem se despede.
Todavia, não me parece negativo que se discutam estas matérias, se incluídas numa reflexão mais vasta sobre a condição humana (... a certeza da mortalidade, tão íntima e pessoal e, simultaneamente, de todos) e sobre o que as pessoas e a sociedade têm para ajudar e confortar aqueles que sofrem e que estão no fim do seu caminho.