Sedia la fremosa seu sirgo torcendo,
sa voz manselinha fremoso dizendo
cantigas d'amigo.
Sedia la fremosa seu sirgo lavrando,
sa voz manselinha fremoso cantando
cantigas d'amigo.
- Par Deus de Cruz, dona, sei eu que avedes
amor mui coitado que tan ben dizedes
cantigas d'amigo.
- Par Deus de Cruz, dona, sei (eu) que andades
d'amor mui coitada que tan ben cantades
cantigas d'amigo.
- Avuitor comestes, qué adevinhades.
Estêvão Coelho
in Alexandre Pinheiro Torres, Antologia da Poesia Trovadoresca Galego-Portuguesa, Porto, Lello & Irmão Editores, 1987 (o verso 5 tem a palavra "dizendo", no original, em vez de cantando; por se considerar que houve uma gralha, registou-se o termo que respeitava a rima).
Poemas tão bonitos (este e os dois abaixo), palavras tão acertadas, tão bem costuradas, uma música especial a ligá-las. E Chagall de que tanto gosto, sempre tão acima da linha de terra, que boa companhia que lhes faz.
ResponderEliminarQue prazer.
Muitos parabéns pela cuidada escolha.
Obrigada!
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