No outro dia, uma voz pedagógica dizia que os enunciados dos testes não devem ser assinados, que isso é muito mau. Que prescrição idiota! As provas que os professores preparam para os seus alunos, aos quais estes respondem diligentemente, cada um com o seu tremor, mostram um pouco das pessoas que ali se vão encontrando, semana após semana, durante um ano lectivo ou mais. De facto, não só a matéria cognitiva está em causa nesses momentos, também a incerteza ou a confiança vêm à colação, o que se manifesta, desde logo, na vibração da caligrafia, mesmo que uma das partes se manifeste apenas por uma simples assinatura, ou tão só por uma ténue rubrica.

Concordo. Um enunciado diz de quem o faz, deve ter a sua marca.
ResponderEliminarQuanto à caligrafia, não sei se já o disse mas eu fiz um curso de Grafologia no Centro Nacional de Cultura com o Dr. Alberto Vaz Silva. Adorei.
Já fiz muitas análises grafológicas e não falha (... bom, pelo menos até aqui...). Trata-se de perceber a personalidade, o temperamento, a atitude da pessoa face à análise da sua escrita (forma da letra, espaçamento, inclinação, assinatura, etc).
É um tema fascinante. Quando vejo alguma coisa escrita à mão começo logo, mentalmente, a dissecar.
Claro que os jovens ainda têm a personalidade em formação mas, mesmo assim, muito do que são já estará lá.
Já tinha lido sobre esse seu gosto. Também acho fascinante essa ideia de que a caligrafia revela a personalidade e um certo ritmo íntimo da pessoa, pelo que o seu saber é mais um motivo de admiração.
EliminarQualquer dia publico aqui uma cópia com a minha letra, só para ver a sua leitura...
Ehhhhh... que bom, adoro desafios, adoro correr riscos.
ResponderEliminarVenha daí isso, então, que já estou em pulgas...!
Mas, se a coisa for dramática, terei que lhe enviar o veredicto por outra via, não aqui à vista dos seus leitores não vão eles ficar aterrados...!
(estou a brincar, claro)
Agora quem se sente desafiada sou eu! Será que vou descobrir um monstro soterrado no meu inconsciente?...
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