... arrumam-se estantes, e são mais os livros que ficaram por ler do que aqueles que alegraram os dias. Este, por exemplo. Belíssimo primeiro parágrafo (já está sobre a mesa de leitura):
"As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. Há-as de índole agreste, cuja simples presença fere e degrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas."
José Eduardo Agualusa, Milagrário Pessoal: romance, Lisboa, D. Quixote, 2010.
"As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. Há-as de índole agreste, cuja simples presença fere e degrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas."
José Eduardo Agualusa, Milagrário Pessoal: romance, Lisboa, D. Quixote, 2010.

Fiquei com muita vontade de ler esta obra. Obrigada pela indicação.
ResponderEliminarAbraços
MT
Boas leituras!
EliminarUm abraço