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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Un autre moi

Fotografia fabulosa! Ou o fascínio dos espelhos.


Do Facebook, da página Nos Z'amis les bêtes

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Voar

Uma fotografia e um poema que ensinam a cair:


Helena Almeida



QUASE


Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Então nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser quase, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...  

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Mário de Sá-Carneiro, Poesia, Lisboa, Edições Ática, 1989.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Corpo e Melancolia


  

Recordar Francesca Woodman

Aqui e ali, lêem-se rabiscos, inscrições, que nos trazem à lembrança artistas adormecidos num quotidiano de tarefas e obrigações burocráticas. Foi o que aconteceu com a fotógrafa Francesca Woodman e a sua inquietante obra: o corpo, sujeito e objecto, a melancolia, a identidade esquiva, o tempo e o espaço em deriva...

(Leituras breves aqui e aqui.)