Sem formosura, ocupam o lugar; repetem conhecidas formas, as suas palavras nada revelam, nada oferecem, nada criam. Tristes, todos, na clausura dos abastados canteiros limpos, dizem-se portadores do novo e do vivo.
Onde a juventude extasiada? Onde a rebeldia? Onde a palavra viva, aguçada como a navalha, terna como a noite? Onde a palavra inesperada, subitamente criando ninho?
Em lado nenhum. Nem ervas daninhas, nem flores semeadas, só ramalhetes de plástico, comprados nas últimas promoções do hipermercado.
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