"Somos matéria de estrelas, mas uma matéria dolorosa, capaz de sentir e de provocar dor. Tão desamparados! Tão sozinhos! É terrível que não possamos esmagar-nos ou colher-nos, que tenhamos de nos olhar neste silêncio martirizado de criaturas vivas e prisioneiras.
- Estrelas, minhas irmãs, aqueçam o meu coração no bafo do vosso fogo, não o deixem ao desabrigo da noite! E tu, estrelinha cadente, que te desprendeste como uma lágrima de luz, em frente à minha janela, bem podias satisfazer-me um desejo!"
Luísa Dacosta, Morrer a Ocidente: Crónicas, Porto, Figueirinhas, 1990.
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