[Poema retirado da colecção Poetas em Mateus, resultante de um encontro de poetas - "seminário de tradução colectiva", cujo princípio é simples: dois poetas estrangeiros são convidados da Fundação da Casa de Mateus durante cinco dias e, com eles, poetas e tradutores portugueses. O encontro realiza-se a partir da tradução colectiva de um conjunto de textos, cuja versão se publica, revista e, por vezes, completada por um dos participantes." (da contracapa)]
Poeta, dizem do apaixonado,
poeta dizem de quem chora ao anoitecer
e de manhã se levanta em desespero.
Mas também se diz poeta quem alegra,
quem sabe falar bem, beber, comer,
e o que canta as mulheres, poeta ainda,
a juventude extasiada.
Mas os que matam nos outros a poesia
fechada à chave, e os afogam
no grande livro da vida... paciência!
Não são poetas, homens de bem não são.
São massa informe, e pronto, e assim seja.
Franco Loi, Memória, Lisboa, Quetzal Editores, 1993 (tradução colectiva, revista e apresentada por António Osório - Mateus, Março de 1992).
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