quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Literatura tradicional oral

Cito, a propósito do caráter formativo da literatura e do valor seminal da literatura tradicional, esta passagem de Fernando J. Fraga de Azevedo (2004)*:

De facto, à literatura tradicional oral, a escrita literária para a infância foi buscar, entre outros aspectos, o acreditar na possibilidade da superação dos limites, quaisquer que eles sejam, por meio de processos que, afirmando conceptualmente o direito à imaginação, o concretizam ora pela faculdade de simbolização, ora pela subtração da palavra a usos exclusivamente utilitários e imediatos.
Nesta perspectiva, lendas, mitos, fábulas e contos […] permitem presentificar o Outro e mostrar que, graças à natureza simbólico-conotativa do mundo possível criado pelo texto, o Outro mantém uma comunhão íntima e dialógica com o Eu.” (14) 

*Fernando J. Fraga de Azevedo (2004). Intertextos fundamentais na constituição de um cânone literário para a infância. Malasartes [cadernos de literatura para a infância e juventude]. Porto: Campo das letras.

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