segunda-feira, 2 de abril de 2012

Caminhada à beira-rio, com saudades dos jacarandás

Nem tinha pensado nos jacarandás, só agora, quando procurava um título para esta entrada, se lembrou dessas árvores belas, que outrora davam um certo encanto à vila. Foram decepadas, arrancadas pela raiz, em nome da arquitectura paisagista e da modernidade. No seu lugar, rasgou-se uma pista vermelha para bicicletas, mas não se vêem ciclistas, só caminhantes vários: adolescentes em férias, senhoras e cavalheiros de passo cadenciado, por indicação médica ou seguindo as últimas tendências. A caminhada parece agradável, embora lhe falte qualquer coisa. Talvez o anonimato e a surpresa do diverso. Caminha-se, não se deambula; é isso.

3 comentários:

  1. Leitora Contemplativa,

    Falta a sombra lilás dos jacarandás, falta o imprevisto? E à noitinha, não será melhor? (se não for perigoso, claro...)

    E, se a beira desse rio está muito domesticada, não haverá por aí uns montes ainda cheios de recantos inesperados?

    Passear é bom mas que o prazer do passeio não seja contagiado por qualquer indício de tédio - digo eu.

    Fiquei com vontade de ver fotografias desse rio urbanizado...

    Um abraço, Leitora.

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  2. Olá!
    O passeio foi bom, apesar da ausência lilás. Gosto muito de árvores e sinto-lhes a falta; para além disso,os lugares pequenos cansam-me um pouco.
    Não tinha pensado nas fotografias. Boa ideia.

    Um beijinho

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  3. Pois, a mim também, sítios acanhados, cheios de pessoas que se conhecem todas umas às outras, são um bocado claustrofóbicos para mim. Mas há sempre pontos de fuga.

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