[Folhear, folhear livros de poesia e não encontrar um poema que sirva a resposta fácil. Este, por exemplo, tão belo, nunca seria escolhido.]
Visto de perto é a melancolia.
Assim todas as manhãs a de hoje e a seguinte.
Visto de perto não é barco é melancolia.
João Miguel Fernandes Jorge, À beira do mar de Junho, Lisboa, Na Regra do Jogo, 1982.
E porque não, Leitora, se ensina a liberdade?
ResponderEliminarQuando eu tinha 13 anos, numa aula de Religião e Moral, o professor que era padre e depois deixou de ser, um dia escreveu no quadro:
Por fora
tudo é fácil e vão
Por dentro das coisas
é que as coisas são
Não sei porquê mas estas palavras escritas a giz no quadro abriram a porta de um outro mundo que eu, até então, desconhecia. Nunca mais me esqueci nem do pequeno poema nem do que ele provocou em mim.
Mas tenho ideia que a maior parte dos meus colegas riram a bom rir com a simplicidade do poema. Não sei se ainda algum deles se lembra dele mas bastaria que apenas eu ainda me lembrasse para que tivesse valido a pena. Basta que apenas uma pessoa seja tocada pela graça de um poema para que valha a pena dá-lo a conhecer.
E continue a amar a sua profissão e a amar a língua portuguesa e a ensinar a liberdade que é quanto basta para ser uma boa professora.
Um beijinho Leitora!
Já me comovi. Obrigada pelas suas palavras. Hoje, que estou especialmente cansada.
ResponderEliminarUm beijinho